Porém, a força de segurança assegurou às populações que se manterão militares no terreno.

"Após mais um dia de intenso trabalho por parte dos nossos militares, principalmente no concelho de São Pedro do Sul, não só através de buscas intensas num terreno muito complicado e muito difícil e também sob condições climáticas muito adversas, com muita informação recolhida, foi decidido dar por terminadas, para já, as buscas neste local", afirmou aos jornalistas o major Pedro Gonçalves, da GNR da Guarda.

O responsável explicou que a GNR vai "desmobilizar grande parte dos meios", mas assegurou às populações que "a sua segurança vai continuar a ser garantida" através do policiamento de proximidade, que "vai manter-se no terreno e vai continuar durante os próximos dias".

As patrulhas de policiamento de proximidade vão andar nos concelhos de São Pedro do Sul (distrito de Viseu) e de Arouca (distrito de Aveiro).

Pedro Gonçalves disse não poder dar mais informações sobre a atuação da GNR, porque isso "prejudicará as ações que vão continuar no terreno nos próximos dias, não só ações que a GNR vai continuar a desenvolver, mas fundamentalmente o trabalho de investigação criminal que está a ser levado a cabo pela PJ".

"Após toda uma avaliação daquilo que foram os resultados do nosso trabalho operacional durante estes dois dias no local e também das informações que fomos recolhendo no dia de hoje, a decisão é que devemos desmobilizar parte do efetivo e continuar com estas mesmas operações noutros locais", sublinhou.

Questionado sobre o perfil do suspeito, o responsável da GNR disse que, "perante o que aconteceu e as vítimas que foi deixando infelizmente no seu caminho", se sabe que se trata de "uma pessoa fria, calculista, que em termos de conhecimento do terreno está perfeitamente à vontade".

Durante o dia de hoje, a GNR foi alertada para alegados avistamentos do suspeito em vários pontos do país, o que dificultou a investigação.

"Foi divulgada por alguns órgãos de comunicação social uma pretensa fotografia do suspeito e neste momento estamos a ter vários avistamentos do indivíduo desde norte a sul do país, o que dificulta e vem atrapalhar em muito a investigação", contou.

A GNR tentou "descartar todas estas situações", porque não podia "dá-las como falsas logo à partida”.

Segundo Pedro Gonçalves, o sentimento entre os militares não é de frustração, porque todos acabaram as buscas nos concelhos de São Pedro do Sul e Arouca "de cabeça levantada" e com a convicção de que fizeram o que melhor sabiam e podiam.

"Obviamente que gostaríamos de já ter localizado e detido o suspeito. Não foi possível, mas isto não termina aqui, vamos apenas reformular esta linha de atuação", acrescentou.

O posto de comando da GNR esteve instalado desde terça-feira à tarde na aldeia de Póvoa das Leiras, no concelho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, numa zona onde o suspeito tinha sido avistado pela última vez.

Hoje, a seguir à hora de almoço, foi mudado para Tebilhão, no concelho vizinho de Arouca, já no distrito de Aveiro.

Um militar e um civil foram assassinados a tiro na madrugada de terça-feira em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, onde também um outro militar e uma civil ficaram feridos com gravidade.

Já durante a tarde, na zona de Candal, um outro militar da GNR foi também ferido com uma arma de fogo.

Na sequência do tiroteio em Aguiar da Beira, a GNR montou uma operação policial na zona de São Pedro do Sul.

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