“Os vistos para turistas não deixarão de ser emitidos completamente, mas o seu número diminuirá significativamente”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, aos jornalistas.

De acordo com o ministro, o horário de atendimento aos pedidos de visto para turismo será reduzido, o que permitirá uma diminuição do número de pedidos, uma vez que não é possível uma proibição definitiva de vistos com base na nacionalidade.

Haavisto explicou que agora será dada prioridade “a outros tipos de vistos, como visita a familiares e pessoas próximas, trabalho e estudos”.

A Finlândia está atualmente a processar quase 1.000 pedidos de visto por dia da Rússia, declarou Haavisto à televisão estatal finlandesa YLE.

O país também analisará o estabelecimento de uma categoria específica de visto humanitário, que atualmente não existe no país.

“Isso pode tornar a situação muito mais fácil em certas circunstâncias para jornalistas ou pessoas que trabalham em organizações não-governamentais (ONG)”, afirmou Haavisto.

O ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês anunciou ainda ser a favor da suspensão do acordo europeu de facilitação de vistos com a Rússia, que poderá aumentar o preço dos vistos para turistas de 35 para 80 euros.

A Finlândia planeia levantar a questão na próxima reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), marcada para 30 de agosto na República Checa.

O país nórdico solicitou a adesão à NATO, recebendo um apoio crescente da classe política e da população finlandesa após a invasão da Ucrânia por Moscovo.

A Finlândia, no entanto, continua a ser o único país europeu vizinho à Rússia que não aplica restrições de visto de turismo para cidadãos russos.

Depois de a Rússia suspender as restrições de viagem relacionadas à covid-19 em 15 de julho, o número de turistas russos que estão a viajar para a Finlândia aumentou, o que provocou um descontentamento entre os finlandeses.

“Não é normal que cidadãos russos possam entrar na Europa, no espaço Schengen, serem turistas (…) enquanto a Rússia está a matar pessoas na Ucrânia. Não é normal”, disse na segunda-feira a primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin.

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