"Devo referir que o Governo, nomeadamente o Ministério da Administração Interna, não recebeu até hoje qualquer proposta da GNR no sentido do encerramento de qualquer posto, nem é intenção do Governo apresentar à GNR a intenção de proceder a qualquer encerramento", afirmou Isabel Oneto.

A governante falava em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, durante as comemorações do IX Aniversário do Comando Territorial de Castelo Branco da GNR, às quais presidiu.

Esclareceu ainda que para o distrito de Castelo Branco, no âmbito da lei de programação do investimento nas forças e serviços de segurança, estão previstos quase três milhões de euros.

"Pelo contrário, temos a lei de programação do investimento nas forças e serviços de segurança e, para o distrito de Castelo Branco, estão previstos quase três milhões de euros, precisamente nas infraestruturas do distrito para dotar a GNR de melhores condições de trabalho e de atendimento à população", sustentou.

Isabel Oneto sublinhou ainda que o Governo tem procurado dotar as forças e serviços de segurança com infraestruturas e equipamentos que permitam a melhoria das suas condições operacionais.

"A este propósito, após um ano da implementação da lei de programação, que tem um horizonte temporal até 2021, encontra-se já definido, com procedimentos iniciados, 50% do investimento estrutural que se encontra na fase de aquisição, na ordem dos 225 milhões de euros", disse.

Adiantou ainda que o investimento não tem sido só ao nível das infraestruturas e sublinhou que foi feito também um investimento no total de 2.116 viaturas, das quais 1.034 se destinam à GNR e também um reforço que quase duplica ao nível dos equipamentos de proteção individual.

Já o comandante do Comando Territorial de Castelo Branco da GNR, José Carlos Gonçalves, sublinhou que a região está estabilizada do ponto de vista da criminalidade e adiantou que os números demonstram mesmo uma diminuição nos índices de criminalidade.

Este responsável manifestou ainda alguma preocupação sobre um eventual encerramento de postos territoriais.

"De novo e porque sempre se colocam estas situações em momentos específicos, voltava a falar do encerramento de postos da GNR e efetivos de serviço. Repito que não defendemos o encerramento de qualquer estrutura existente, nem tal decisão é da nossa competência como sabido", frisou.

José Carlos Gonçalves realçou ainda que os efetivos da GNR são "claramente escassos", mas adiantou que entende as "superiores opções" de distribuição e das prioridades.

"Isso não implica que sejamos passivos no estar, já que nos move o bem comum. Pensar a organização do dispositivo é uma obrigação nossa e temos propostas feitas à hierarquia da GNR que foram trabalhadas", disse.

O comandante da GNR de Castelo Branco referiu-se diretamente ao segundo comandante geral, Botelho Miguel.

E disse que anseia por uma resposta à proposta apresentada de reorganização de dispositivo, através de um projeto-piloto, que possa ser experienciado para resolver problemas referenciados e cujas conclusões possam ser analisadas pela hierarquia da GNR, para eventual replicação do modelo em outras zonas do território nacional, com características similares às de Castelo Branco.

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