No total, serão afetados pelo cancelamento 180.000 passageiros, indicou a Lufthansa em comunicado.

Após dois dias de pausa, no domingo e hoje, o sindicato dos pilotos Vereinigung Cockpit anunciou que a greve será retomada a partir de terça-feira, na ausência de acordo nas negociações salariais.

Um porta-voz da companhia aérea indicou à AFP que já foi feita uma diligência junto do Tribunal do Trabalho de Munique no sentido de pôr fim à greve, que começou na quarta-feira passada.

Na semana passada, a Lufthansa tinha tentado suspender a greve recorrendo ao Tribunal do Trabalho de Frankfurt, mas sem sucesso.

Na terça-feira serão afetados pela greve os voos domésticos e no dia seguinte serão os voos de médio e longo curso, precisou a Lufthansa.

Desde a passada quarta-feira, mais de 525.000 passageiros foram prejudicados pelas perturbações nos voos.

O diferendo entre o sindicato e a administração da Lufthansa prolonga-se desde abril de 2014.

O sindicato aponta que não houve aumentos salariais nos últimos cinco anos, quando a empresa regista lucros e exige uma valorização salarial com efeitos retroativos e correspondente em média a 3,66% por ano.

A Lufthansa rejeita categoricamente a reivindicação e afirma que os seus pilotos ganham mais do que os da concorrência.

Na sexta-feira, o grupo propôs o pagamento de um prémio representando 1,8 meses de salário para compensar a ausência de atualização salarial desde 2012 e avançou ainda com a proposta de um aumento salarial de 4,4% em dois anos, o que o Cockpit recusou.

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