Guterres considera que a escalada de violência em Gaza é “um aviso para todos sobre quão perto da guerra está a situação” e exorta Israel e o movimento radical palestiniano Hamas, que controla a faixa de Gaza, a empenharem-se no cessar-fogo assinado após a guerra de 2014.

Os palestinianos de Gaza iniciaram a 30 de março um movimento de contestação designado “marcha do retorno”, que reivindica o regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel, em 1948, assim como o fim do bloqueio israelita à faixa de Gaza.

Pelo menos 132 palestinianos foram mortos na faixa de Gaza por tiros israelitas desde então e, segundo a Cruz Vermelha Internacional, 13.000 foram feridos por balas.

“Estou chocado com o número de mortos e feridos palestinianos devido ao uso de munição real pelas Forças de Defesa israelitas” desde o início das manifestações na faixa de Gaza, declara o secretário-geral da ONU no relatório citado pelas agências noticiosas France-Presse e Associated Press.

Israel tem o dever de “exercer a máxima contenção” e proteger os civis de acordo com o direito internacional, sublinha.

“A morte de crianças, assim como de jornalistas e pessoal de saúde claramente identificados pelas forças de segurança durante uma manifestação é particularmente inaceitável”, refere Guterres, adiantando que aqueles profissionais “devem ser autorizados a realizar o seu trabalho sem medo da morte ou de serem feridos”.

O secretário-geral da ONU também evoca o disparo de ‘rockets’ sobre Israel e as tentativas de alguns manifestantes de romper a barreira de segurança que separa o enclave do território israelita, advertindo que ações do Hamas e de outros grupos militares põem em risco vidas palestinianas e israelitas.

“Condeno inequivocamente os passos dados por todas as partes que conduziram a esta perigosa e frágil situação”, declara Guterres.

Sobre a implementação de uma resolução do Conselho de Segurança de dezembro de 2016 exigindo a suspensão de todas as atividades de colonização israelita, Guterres diz que Israel não a tem respeitado.

“As atividades de colonização de Israel não diminuíram e minam as esperanças e perspetivas práticas de se estabelecer um Estado palestiniano viável”, adianta.

Guterres reitera no relatório que “não há alternativa viável para a solução de dois Estados”, com Israel e a Palestina a viverem lado a lado em paz e com Jerusalém como capital de ambos.

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