Com a ajuda de um cúmplice e de uma advogada, um homem falsificou procurações e passou todos os bens do irmão, entretanto falecido, para empresas que controlava. Ao todo, apoderou-se de 20 apartamentos e cinco milhões de euros, noticia o Jornal de Notícias (JN) esta manhã.

O esquema acabou por ser descoberto pela Polícia Judiciária (PJ), que deteve o homem, a sua mulher, um cúmplice, a advogada. Os quatro estão indiciados por crimes de furto qualificado, falsificação e contrafação de documentos, burla qualificada e branqueamento.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o caso começou em 2017, quando a vítima, um empresário imobiliário com negócios na construção civil, multimilionário e debilitado devido a uma doença prolongada, fez queixa junto das autoridades, dizendo que o irmão lhe tinha roubado dinheiro, bens e um importante acervo documental.

Foram papéis onde constava muita informação sobre os negócios do milionário que permitiram ao irmão dar conta da totalidade dos bens do empresário imobiliário e falsificar a assinatura do irmão, ambos naturais de Cascais. Foi a partir daí que o património da vítima começou a ser desviado.

A PJ apurou que, "de facto, esses suspeitos vieram a apropriar-se do património do queixoso, vendendo uma pequena parte dele em benefício próprio e transferindo o restante, de forma fracionada, através da celebração de contratos que titulavam a transmissão do direito de propriedade, para sociedades controladas por eles", explica a Judiciária em comunicado.

O JN noticia ainda que os quatro arguidos foram levados a tribunal e que ficaram com apresentações periódicas, proibição de contactos entre si e impedidos de se ausentarem para o estrangeiro.

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