Todas as igrejas do centro histórico do Porto - Igreja de S. Lourenço, Igreja das Almas S. José das Taipas, Igreja de S. Nicolau, Capela da Senhora do Ó, S. João Novo e Santo Ildefonso - vão ser restauradas e vão recuperar tradições antigas religiosas no âmbito de uma candidatura ao Portugal/Norte 2020 (PT2020), intitulada “Valorização do Património Religioso do Centro Histórico do Porto”, e que foi aprovada com verbas atribuídas no valor de “1,523 milhões de euros”, anunciaram hoje os responsáveis pela candidatura, numa cerimónia pública de apresentação do projeto.

Para o presidente da Câmara do Porto, um dos parceiros institucionais da candidatura, este projeto é “inclusivo”.

“Espero que este projeto consiga agregar a população para que se criem novos sentimentos de pertença”, declarou Rui Moreira.

António Ponte, diretor Regional da Cultura do Norte, lembrou na cerimónia de apresentação do projeto, que decorreu hoje no Auditório da Casa do Infante, junto à Ribeira do Porto, que o Ministério da Cultura se “bateu” para que a candidatura “fosse articulada em rede pelas igrejas”, para “promover o património” e também para garantir um “maior envolvimento e com uma economia de escala que trará mais rendimento”.

“O apoio e envolvimento das várias instituições numa verdadeira parceria público-privada para que haja partilha de responsabilidade para salvaguardar o património e pô-lo ao serviço da comunidade para a sua sustentabilidade” foi outra das ideias hoje defendidas por António Ponte, em representação do Ministério da Cultura.

O bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, enumerou, seu turno, três palavras - “gratidão”, “compromisso” e “desafio” -, que veiculam as três ideias que tem sobre aquela candidatura que serve para reabilitar e valorizar o património religioso do centro histórico do Porto.

O Bispo do Porto assumiu que sem “a ajuda” da Câmara do Porto e da Direção Regional da Cultura do Norte, para “perceber o momento” que se vive e o valor do património do centro histórico, património mundial da Unesco desde 1996, a Igreja não teria conseguido vencer a candidatura.

“Nós não estaríamos aqui hoje (…) para levar por diante esta candidatura em tempo recorde”, referiu, lembrando que “agora é hora do compromisso para a Igreja” e defendendo que quer que as “igrejas sejam úteis” para o culto religioso e para a valorização da cultura, da cidade e sentido de pertença da comunidade local de forma harmoniosa.

Para António Francisco dos Santos, este projeto e esta candidatura têm de “ser escola para o futuro” na linha de abertura e de ”inclusão”.

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