Vista geral (atualizado às 20h15)

  • Número total de incêndios rurais: 67
  • 13 em curso; 6 em resolução e 48 em conclusão
  • Número total de operacionais mobilizados: 2457
  • Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 718
  • Número total de meios aéreos mobilizados: 19

*Fonte: site da Proteção Civil

Num balanço feito pelas 19:00 na sede da ANEPC, em Carnaxide, no concelho de Oeiras (Lisboa), o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, deu conta dos incêndios que ao final da tarde de hoje mais preocupavam as autoridades e da necessidade que houve de fazer algumas evacuações “preventivas”.

Ainda de acordo com André Fernandes, desde quinta-feira e até hoje, os incêndios provocaram 31 feridos ligeiros e um ferido grave, sendo que ao todo foram assistidos 50 operacionais.

Ponto de situação sobre os maiores incêndios que lavram no país

Leiria

(atualizado às 20h15)

  • Número de ocorrências: 7
  • Onde: Caranguejeira, Vermoil, Regueira de Pontes e Vale da Pia (em curso); Avelar e Vermoil (em conclusão).
  • 740 operacionais
  • 209 viaturas
  • 6 meios aéreos

O que se sabe até agora:

  • Trânsito: O incêndio que deflagrou na freguesia da Caranguejeira que obrigou ao corte da autoestrada 1 (A1), em ambos os sentidos, e provocou também o encerramento do IC2, em Leiria. Já incêndios nos concelhos de Ansião e Alvaiázere obrigaram também ao corte do Itinerário Complementar 8 (IC8), entre Pombal e Ansião.
  • Autarca pede mais meios: O Câmara de Ansião, António José Domingues, pediu hoje mais meios para combater o incêndio que reativou neste concelho do distrito de Leiria, de forma a “evitar uma catástrofe”. “Necessitamos de mais meios”, afirmou à agência Lusa António José Domingues, frisando que “a situação está crítica”.
  • Leiria pede às populações de Figueiras e Mata dos Milagres para abandonar habitações: “Toda a população entre Figueiras e Mata dos Milagres deve sair das suas habitações e dirigir-se para o Pavilhão dos Pousos ou Estádio Municipal, porta 7”, refere uma informação enviada à agência Lusa, que pede ainda para que as pessoas sigam “escrupulosamente as indicações das autoridades”.
  • Várias casas arderam e diversas localidades foram evacuadas em Alvaiázere.“Algumas habitações arderam e diversas localidades foram evacuadas”, disse à agência Lusa João Guerreiro, salientando o facto de não haver registo de feridos. Segundo o autarca, que falava à Lusa pelas 19:25, a situação no concelho “está muito complicada”, devido às reativações do incêndio que iniciou na quinta-feira, no concelho de Ourém, distrito de Santarém, que ocorreram “com muita, muita força”.

Santarém

(atualizado às 20h15)

  • Número de ocorrências: 2
  • Onde: Espite e Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais (em curso)
  • 731 operacionais
  • 214 viaturas
  • 11 meios aéreos

O que se sabe até agora:

  • Cerca de 300 pessoas foram retiradas devido a fogo na Freixianda (Ourém) e o incêndio da Cumeada provocou danos em 11 habitações, três anexos e uma oficina, obrigando também à evacuações de Quebrada de Baixo, Casal Pinheiro e Santa Teresa. Está ainda a ser contabilizado o número de pessoas que foram retiradas destas localidades.
  • Falhas na energia: A empresa gestora da rede de distribuição de eletricidade E-REDES informou hoje que várias freguesias do concelho de Ourém registam falhas de energia devido aos incêndios.“Há situações de [falhas de energia] em várias freguesias. A freguesia de Caxarias e a União de Freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos são as mais afetadas”, afirmou à agência Lusa fonte oficial da empresa. A mesma fonte esclareceu que não há previsão de hora para reparar as linhas afetadas, o que sucederá assim que houver condições de segurança para as equipas operacionais poderem trabalhar.
  • Autarquia preocupada: O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, que se manifestou “muito preocupado”, afirmou à agência Lusa que o fogo tem três frentes ativas. “Arderam barracões”, adiantou Luís Albuquerque, estimando em três dezenas as pessoas que foram retiradas de suas casas.

Outras informações relevantes:

  • Portugal continental está até as 23:59 de sexta-feira em situação de contingência, devido às previsões meteorológicas dos próximos dias que apontam para o agravamento do risco de incêndios rurais. Saiba o que muda.
  • Depois de as temperaturas terem baixado, na segunda-feira, permitindo controlar alguns dos incêndios que deflagraram no final da semana, como os de Carrazeda de Ansião, Ourém e Pombal, para hoje estava prevista a subida nos termómetros, que podem atingir mais de 45º Celsius nas regiões de Vale do Tejo e Alentejo.
  • Quase todo o território de Portugal continental apresenta hoje um perigo máximo e muito elevado de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
  • Esta situação de tempo muito quente resulta da circulação de uma massa de ar muito quente e seca, originária no norte de África, que irá persistir até sexta-feira, com valores de temperatura acima ou muito acima da média, com exceção do litoral.
  • Esperam-se "temperaturas mais elevadas, humidade inferior, noites que não permitem a intervenção. Nos próximos dias teremos duas fases: hoje [domingo] e amanhã [segunda-feira] será grave, mas com agravamento acrescido a partir de dia 12 e durante um número de dias, que poderá ir até ao final da semana", explicava Marcelo Rebelo de Sousa ao país, após uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON) da Proteção Civil.

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