Esta posição foi assumida por António Costa no seu discurso inicial de abertura do debate quinzenal na Assembleia da República e que foi totalmente dedicado às medidas para a prevenção e combate aos incêndios florestais.

Na sua intervenção, António Costa defendeu que a reestruturação do atual modelo de prevenção e combate aos fogos "implica mudanças de natureza transversal, a implementar no médio prazo, que garantam uma melhor articulação dos pilares da prevenção estrutural, da resposta operacional e da vigilância pós-incêndio".

"Já este ano, a prioridade será a segurança dos cidadãos: reduzindo riscos, prevenindo ameaças, alertando para os perigos, protegendo na contingência e socorrendo na calamidade. Lançamos na próxima semana, os programas "Aldeia Segura" e "Pessoas Seguras".

Na sua intervenção, o primeiro-ministro disse que o seu executivo trabalhará "em estreita articulação com os municípios e as freguesias na sensibilização para a autoproteção, na sinalização de caminhos de evacuação e de locais de refúgio, na realização de simulacros e na aquisição de equipamentos de proteção".

"Trabalharemos com a ANACOM (Autoridade Nacional para as Comunicações) e com as operadoras de comunicações no sentido de criar novos canais para informar a população, sobretudo nas situações de maior risco e sistemas de alerta, com isso, tornar as nossas comunidades mais resilientes e adaptadas ao fogo. Reforçámos, também, este ano, o dispositivo de combate, que contará com mais recursos humanos e equipamentos para aplicação imediata", disse.

De acordo com o primeiro-ministro no próximo verão, no terreno, estarão "mais 600 elementos da GNR, 79 EIP's [Equipas de Intervenção Permanente], aos quais se juntam 200 novos guardas florestais, assim como os efetivos das Forças Armadas necessários para reforçar o dispositivo".

"Ao nível dos equipamentos, foi reforçado o investimento em veículos, fardamento e equipamentos de proteção individual, além do reforço da rede SIRESP - com quatro novas antenas móveis e 451 antenas satélite instaladas nas zonas de maior perigosidade - e dos sistemas de vigilância da Força Aérea Portuguesa", acrescentou.

Neste ponto, o primeiro-ministro defendeu que a prevenção "tem de ser assumida como uma prioridade, seja através da diminuição da carga combustível, seja através do reforço das equipas que durante todo o ano cuidam da floresta".

"Está aberto o concurso para 500 novos sapadores florestais, que constituirão 100 novas equipas, a que se juntam 21 técnicos intermunicipais e 55 novos vigilantes da natureza. Apresentámos há uma semana as prioridades de instalação de redes primárias e secundárias de defesa, de faixas de interrupção e de controlo de vegetação e limpeza de caminhos e aceiros em áreas do Estado e, desde logo, estão abertos todos os concursos para a sua execução", defendeu o líder do executivo.

Em relação aos parques naturais e as áreas protegidas, António Costa afirmou que, após o projeto piloto da Peneda Gerês, com o qual se terá conseguido reduzir em 50% a área ardida, por comparação com o ano anterior, o atual Governo alargou o modelo a quatro novos parques naturais.

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