“A Serra de São Mamede é tida como um dos sítios mais vulneráveis aos incêndios este verão, porque há muito tempo que não arde, que não tem um grande incêndio”, alertou a dirigente do PEV Manuela Cunha, em declarações à agência Lusa.

Uma delegação do PEV está, desde hoje e até sexta-feira, de visita ao Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), área protegida que se estende pelos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide, Marvão e Arronches, para "apurar os meios que estão aptos" para evitar e combater eventuais incêndios.

“A Serra de São Mamede é uma zona de biodiversidade, mas também tem eucaliptos. Quanto a nós, eucaliptos a mais, mas predomina uma florestação autóctone, mais resistente aos incêndios", disse Manuela Costa, observando, contudo, que isso não impediu que as encostas de Marvão fossem "devoradas num instante”.

Sobre este incêndio, que deflagrou no dia 5 deste mês nas encostas da vila medieval de Marvão, em pleno PNSSM e em que arderam “mais de 100 hectares”, segundo disse à Lusa na altura o presidente do município, Luís Vitorino, a dirigente do PEV referiu que quer encontrar respostas na visita à zona, que inclui reuniões com autarcas e responsáveis do parque natural e da Proteção Civil.

"Duas semanas antes do incêndio, 'Os Verdes' fizeram por lá uma caminhada e aquilo estava tudo verde, não estava seco. Então como é que isto [incêndio] foi acontecer”, questionou.

Reconhecendo que a encosta de Marvão apresenta um declive que torna o combate às chamas “muito difícil”, Manuela Cunha disse pretender saber, no entanto, como “não se conseguiu travar” o fogo num espaço de tempo mais curto.

“Porque é que não se conseguiu conter antes. O que é que aconteceu para que o fogo se tivesse propagado tão rapidamente”, questionou ainda.

“São todas estas questões, que, através das conversas que vamos ter com várias entidades, vamos tentar compreender”, acrescentou.

Manuela Cunha salientou que o incêndio nas encostas da vila histórica de Marvão provocou “danos dramáticos” no concelho, lamentando que a zona tenha ficado “menos apetecível” para os visitantes.

“De certeza que tem impacto económico, porque Marvão tornou-se menos apetecível depois deste incêndio”, lamentou.

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