O vice-presidente da autarquia, Jorge Custódio, disse à agência Lusa que os fogos de outubro de 2017 atingiram 73 habitações permanentes do concelho, mas que “apenas 13 precisaram de obras de recuperação total”.

A reabilitação das restantes 60 casas “foi terminada há algum tempo”, tratando-se de diferentes reparações menores, das quais os donos foram reembolsados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), presidida por Ana Abrunhosa, ao abrigo do Programa de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente (PARHP).

A entrega das três habitações ainda em obras “poderá ser efetuada em breve”, faltando concluir apenas “pequenos trabalhos”, disse Jorge Custódio.

Na terça-feira, numa cerimónia realizada no salão nobre dos Paços do Concelho, o vice-presidente da CCDRC, António Veiga Simão, entregou as chaves de três casas reconstruídas.

“Nós bem queríamos que toda a gente fosse ajudada, mas a lei determinava apenas aqueles que efetivamente pudessem usufruir deste apoio”, disse na ocasião o presidente da Câmara, José Brito.

Citado numa nota do gabinete de imprensa e comunicação do município, José Brito realçou que a CCDRC “teve muito cuidado na apreciação de todos os processos”, num município que registou igualmente um elevado número de casas de segunda residência destruídas, cuja recuperação não foi financiada pelo PARHP.

Também em julho, os proprietários de igual número de habitações tinham podido regressar aos imóveis recuperados na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra.

Há dois anos, os incêndios que eclodiram em Pedrógão Grande e na Lousã, distritos de Leiria e Coimbra, nos dias 17 de junho e 15 de outubro, respetivamente, devastaram extensas áreas de floresta.

Entre a população, o fogo de junho originou 66 mortos e mais de 250 feridos, enquanto no de outubro perderam a vida 50 pessoas, 13 das quais em Oliveira do Hospital, e cerca de 70 ficaram feridas.

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