“Abrimos um processo inspetivo, que está a decorrer, e estamos a averiguar as causas do acidente”, disse hoje à agência Lusa Ana Isabel Machado, diretora do Centro Local do Alentejo Central da ACT.

A vítima do acidente de trabalho, um homem de 62 anos, trabalhava numa herdade na zona de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, e, na terça-feira, morreu depois de ser “atacado, ao que parece, por um animal de grande porte”, afirmou a mesma responsável.

O adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo, Miguel Fadista, referiu hoje à Lusa que os elementos da corporação mobilizados para a ocorrência, na Herdade da Atalaia, não viram o animal que atacou o homem, “mas as pessoas que trabalham na herdade disseram que tinha sido um veado”.

“Agora, se o veado era da própria herdade ou se era selvagem, isso não sabemos dizer. O que sabemos é que o trabalhador andava a dar comida ao gado, quando foi atacado, e que a herdade é zona de reserva de caça”, assinalou.

Na terça-feira, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 17:52.

No mesmo dia, a GNR referiu à Lusa tratar-se de um acidente de trabalho envolvendo um trabalhador da herdade, alegadamente atacado por um animal, mas sem especificar de que tipo, tendo o óbito sido declarado no local.

O adjunto do comando dos Bombeiros de Viana do Alentejo disse à Lusa que, para o local, foram mobilizados quatro elementos da corporação, apoiados por duas viaturas.

“Quando chegaram lá, encontraram o homem já em paragem cardiorrespiratória e com vários ferimentos. Seguimos o nosso protocolo até à chegada da viatura médica de emergência e reanimação (VMER)” do Instituto Nacional de Emergência Médica, relatou.

Com a VMER no local, indicou, a respetiva equipa “fez a avaliação e o médico declarou o óbito da vítima”.

Segundo Miguel Fadista, o corpo do homem, residente em Torrão, no concelho de Alcácer do Sal (Setúbal), foi transportado para os serviços de Medicina Legal do hospital de Évora.

A ACT foi informada da ocorrência, por se tratar da entidade competente para averiguar as causas dos acidentes de trabalho, e abriu o processo inspetivo em curso para que o respetivo relatório possa, posteriormente, “ser enviado para o Tribunal do Trabalho e para os tribunais competentes”, referiu a diretora do Centro Local do Alentejo Central.

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