O apoio à causa palestiniana, associado a críticas aos países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos da América (EUA), foi o principal tema das cerimónias que assinalam o aniversário da revolução de 1979.

“Propomos a exclusão da entidade sionista das Nações Unidas”, declarou o presidente Ebrahim Raissi, referindo-se a Israel, país que o Irão não reconhece.

Para o presidente iraniano, “o que está a acontecer hoje em Gaza é um crime contra a humanidade e os apoiantes deste regime criminoso são os Estados Unidos e alguns países ocidentais”.

Na Praça Azadi, na capital, Raissi acusou Israel de ter “violado 400 declarações, resoluções e acordos” assinados no âmbito de “organizações internacionais”.

O Irão é um dos principais apoiantes do Hamas na guerra desencadeada em 07 de outubro por um ataque sem precedentes no sul de Israel, que provocou mais de 1.160 mortos, segundo uma contagem da AFP com base em dados oficiais israelitas.

Em represália, o exército israelita lançou uma ofensiva que já matou mais de 28.000 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do movimento islamita, no poder no território desde 2007.

Milhares de iranianos marcharam pelas principais ruas e praças decoradas com bandeiras e faixas com slogans revolucionários e religiosos.

Na capital, as pessoas exibiam retratos do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, do fundador da República Islâmica, Ayatollah Ruhollah Khomeini, e do general Qassem Soleimani morto num ataque do exército americano em Bagdade, em janeiro de 2020.

A par dos retratos, os manifestantes exibiam slogans como “Abaixo os Estados Unidos”, “Abaixo Israel” e “Abaixo o Reino Unido”, os principais adversários da República Islâmica desde 1979.

Para o presidente Raissi, “o ocidente tentou arduamente fazer com que o Irão deixasse de defender a Palestina e os ideais da Revolução Islâmica, com conflitos militares, um bloqueio económico e sanções”.

Em redor da Praça Azadi foram colocados mísseis balísticos Qiam, drones Shahed 136 e lançadores de satélite Simorgh, todos os produzidos pelo Irão.

Os países ocidentais acusaram o Irão de fornecer drones à Rússia desde o início da guerra da Ucrânia, o que Teerão nega, bem como de fornecer mísseis aos grupos armados que apoia no Médio Oriente, como os rebeldes Houthi no Iémen.

As celebrações do 45.º aniversário da Revolução Islâmica ocorrem em véspera das eleições parlamentares de 01 de março, as primeiras desde o movimento de protesto que abalou o Irão após a morte, em 16 de setembro de 2022, de Mahsa Amini, que morreu aos 22 anos depois de ter sido detida por violar o código de vestuário da República Islâmica.

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