“Enquanto cerca de 260 pessoas foram executadas em 2020, pelo menos 310 foram-no em 2021, incluindo 14 mulheres”, declarou a Alta-Comissária adjunta dos direitos humanos na ONU, Nada al-Nashif, ao apresentar no Conselho dos direitos humanos das Nações Unidas em Genebra (Suíça) o último relatório sobre o Irão do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Entre 01 de janeiro e 20 de março, prosseguiu a representante, “pelo menos 105 pessoas foram executadas, incluindo numerosas pessoas pertencentes a minorias” étnicas.

“A pena de morte continua a ser imposta por factos que não se incluem entre ‘os crimes mais graves’, o que viola as normas internacionais para um processo justo”, indicou Nada al-Nashif perante o Conselho.

No mês de março, 52 pessoas foram transferidas da prisão de Shiraz para serem executadas por casos relacionados com tráfico de droga.

A Alta-Comissária adjunta também lamentou que jovens continuem a ser executados em violação do direito internacional.

Entre agosto de 2021 e março de 2022, pelo menos dois jovens que cometeram os seus crimes enquanto menores foram executados e mais de 85 jovens estão atualmente no corredor da morte, sublinhou ainda a representante.

Em reação, o Irão denunciou o que classificou como um relatório “distorcido”.

“Fazer grandes princípios dos direitos humanos em pequenos instrumentos políticos é lamentável e vergonhoso”, reagiu Mehdi Ali Abadi, o representante permanente adjunto do Irão na sede da ONU em Genebra.

As execuções no Irão, o país com mais execuções no mundo a par da China e da Arábia Saudita, efetuam-se por enforcamento.

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