“A sessão plenária do Knesset (o parlamento israelita, com 120 lugares) aprovou as emendas na segunda e terceira leituras (do projeto de Governo de união), com 71 deputados a votarem a favor e 37 contra”, indicaram os serviços do parlamento num comunicado.

A aprovação do acordo pelo parlamento não levantava muitas dúvidas dado que o Likud (direita), de Netanyahu, a coligação centrista Azul e Branco, de Ganz, e os seus aliados dispõem de uma maioria no Knesset.

A presidência israelita espera receber durante o dia de hoje as assinaturas da maioria dos deputados a favor de se atribuir a Benjamin Netanyahu o mandato para formar o próximo Governo.

Na noite de quarta-feira, o Supremo Tribunal de Israel, ao qual recorreram diferentes organizações com dúvidas sobre a legalidade do acordo, deu “luz verde” ao pacto, sem, no entanto, ilibar Netanyahu, acusado em três diferentes casos de corrupção e cujo julgamento foi adiado devido à pandemia do novo coronavírus.

“Não encontrámos qualquer razão legal que impeça o primeiro-ministro Netanyahu de formar um governo (…) mas esta conclusão a que chegámos não diminui em nada a gravidade das acusações contra o primeiro-ministro Netanyahu”, indicaram os juízes.

Netanyahu e Ganz já anunciaram a apresentação a 13 de maio do próximo Governo, onde as pastas serão partilhadas equitativamente entre os dois campos e a chefia caberá nos primeiros 18 meses ao líder do Likud, substituído depois pelo ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

O próximo Governo tem como tarefa gerir o fim do confinamento e o relançamento da economia israelita. Também terá de decidir sobre o projeto de anexação de partes da Cisjordânia ocupada.

A crise ligada à pandemia da covid-19, que já infetou 16.000 pessoas em Israel, 239 das quais morreram, e fez subir o desemprego de 3,4% para 27%, foi a razão apontada por Gantz para aceitar formar um Governo de união com Netanyahu.

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