Plenário é uma iniciativa pensada para alargar o debate nas legislativas de 6 de outubro a quem tenha ideias para apresentar para uma melhor governação do país. Há muito para discutir antes da ida as urnas e é por isso que queremos começar já a pensar o país que vamos ter (e ser) nos próximos quatro anos — e contamos com o seu contributo. Assim, lançámos o desafio, em forma de pergunta: Se fosse primeiro-ministro ou primeira-ministra nos próximos quatro anos, qual era o problema que resolvia primeiro? Ou, perguntando de outra forma: qual seria a sua prioridade para o país?

José Franco, do Montijo, juntou-se ao Plenário. Leia aqui a sua contribuição na íntegra:

Das viagens trago ideias que gostaria (um dia) de ver implementadas em Portugal. As duas que vou descrever abaixo visam reduzir a sinistralidade rodoviária.

1) Radares com medição de uma determinada distância: Eu vi este processo na Escócia e parece-me muito mais eficaz do que um radar fixo ou móvel em determinado local (onde os automobilistas reduzem a velocidade para aumentar logo de seguida). Este processo consiste em ter uma máquina no quilometro zero e outra máquina daqui por 5 ou 10 quilómetros, assim os condutores têm efetivamente de assegurar que não ultrapassam a velocidade média desse percurso. Esta parece-me uma medida realmente eficaz em troços de elevada sinistralidade rodoviária.

2) Vinheta para os autoestradas: Este processo existe na Áustria, Suíça, Eslovénia, Eslováquia, Hungria e Republica Checa. Com mais ou menos vicissitudes, o processo consiste em adquirir uma vinheta por um determinado período de tempo (7, 30 ou 365 dias) e colocar no vidro do automóvel. A grande vantagem que vejo neste procedimento é que muito mais utilizadores iriam para as autoestradas (porque uma vez comprada a vinheta já não iriam pensar na poupança do valor do autoestrada). Outras vantagens seriam: com menos carros nas estradas nacionais iria reduzir a sinistralidade rodoviária, as concessionárias iriam reduzir os custos com a eliminação das portagens fixas (o controlo seria feito através de câmaras de vigilância ou controlos surpresa em determinados troços) e outra vantagem seria a possibilidade de continuar a captar valor com turistas e visitantes, já que o mínimo para comprar vinheta são sete dias. 

O que acha desta ideia? Deixe a sua opinião nos comentários deste artigo. Desejamos uma discussão construtiva, por isso todos os comentários devem respeitar as regras de comunidade do SAPO24, que pode ler aqui.


Queremos também o seu contributo para pensar o país. As legislativas acontecem a 6 de outubro, mas a discussão sobre o país que queremos ter (e ser) nos próximos quatro anos começa muito antes da ida às urnas. É esse o debate que o SAPO 24 quer trazer — e contamos consigo.

Saiba como participar aqui. Veja os contributos dos nossos convidados e leitores em 24.sapo.pt/plenario e, claro, junte-se ao debate. 

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