Segundo o relatório de Monitorização das Linhas Vermelhas para a covid-19 divulgado hoje DGS e pelo INSA, verifica-se uma tendência decrescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (0,87).

Em comparação com os valores apresentados no relatório anterior, o valor médio do R(t) apresenta uma diminuição em todas as regiões do continente à excepção da região Algarve, que passou de 0,91 para 0,93. O Norte passou de 1,01 para 0,85, o Centro passou de 1,00 para 0,89, Lisboa e Vale do Tejo de 0,93 para 0,88 e o Alentejo de 0,98 para 0,83. Estes resultados sugerem uma diminuição da velocidade da transmissão em todas as regiões.

O número de novos casos de infeção por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 231 casos, com tendência decrescente a nível nacional. O país apresenta assim uma taxa de incidência a 14 de dias por 100 mil habitantes de 240,7, cerca de metade dos 480 estipulados no nível de risco da matriz de monitorização da pandemia de covid-19.

"Apenas no Algarve se observa uma incidência superior ao limiar de 480 casos em 14 dias por 100 mil habitantes (521)", lê-se no relatório. A taxa regional de incidência mais elevada regista-se no Algarve (558,5) e a mais baixa nos Açores (63,2), enquanto o Norte apresenta 257,1, o Centro 223,4, Lisboa e Vale do Tejo 213,4, o Alentejo 274,1 e a Madeira 135,5.

É ainda referido que "no grupo etário de 65 ou mais anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2, por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 109 casos, com tendência decrescente a nível nacional".

O grupo etário com incidência cumulativa a 14 dias mais elevada correspondeu ao grupo dos 20 aos 29 anos (479 casos por 100 mil habitantes), no entanto, também apresenta uma tendência decrescente.

Tendência decrescente na pressão sobre os serviços de saúde e na mortalidade

O documento reporta ainda um número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente com uma tendência estável a decrescente, correspondendo a 50% (na semana anterior foi de 55%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas. Nas últimas semanas, este indicador tem vindo a assumir uma tendência estável a decrescente (-9% em relação à semana anterior).

O grupo etário com maior número de casos de covid-19 internados em UCI corresponde ao grupo etário dos 60 aos 79 anos  - 58 casos neste grupo etário a 8 de setembro.

A análise dos diferentes indicadores avaliados pelo relatório revela uma atividade epidémica de moderada intensidade, com tendência decrescente a nível nacional, assim como uma tendência decrescente na pressão sobre os serviços de saúde e na mortalidade associada à covid-19.

A variante Delta (B.1.617.2) é a prevalente em Portugal, com uma frequência relativa de 100% na semana de 23 a 29 de agosto, de acordo com os dados apurados até à data. A sua frequência relativa tem registado valores acima de 95% em todas as regiões desde a semana 28/2021, sendo de 100% há três semanas consecutivas.

O relatório relembra que é "de esperar a ocorrência de mutações nos vírus ao longo do tempo, em resultado do processo da sua replicação" e que "a probabilidade de ocorrência destas mutações aumenta com a circulação do vírus na comunidade e com o número de indivíduos parcialmente imunizados, promovendo o aparecimento de variantes".

O relatório reporta ainda que a 8 de setembro de 2021, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 14,1 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes, que corresponde a um decréscimo relativamente à semana anterior (14,6 por 1 000 000). O documento refere que o "valor é inferior ao limiar de 20,0 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes", definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) e que este indicador apresenta uma tendência estável a decrescente.

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