A Lituânia juntou-se, assim, à Estónia e à Eslovénia no apoio à zona de exclusão aérea na Ucrânia, que tem sido pedida insistentemente pelas autoridades de Kiev, mas que a NATO recusou por receio de que pudesse desencadear uma guerra total na Europa.

Na resolução, citada pela agência norte-americana AP, o parlamento lituano defende que uma interdição aérea permitiria a uma força de manutenção da paz da ONU garantir a segurança de corredores humanitários, bem como das centrais nucleares e das instalações de armazenamento de resíduos nucleares da Ucrânia.

Ao contrário da Ucrânia, a Lituânia, a Estónia e a Eslovénia são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e da União Europeia (UE).

O primeiro-ministro da Eslovénia, Janez Jansa, apelou publicamente para uma zona de interdição de voo e o parlamento da Estónia também pediu aos seus 29 parceiros da NATO que considerassem a medida.

Na sequência da invasão russa da Ucrânia, o parlamento lituano também aprovou um aumento das despesas com a Defesa em meio ponto percentual para este ano, que passam de 2,02% para 2,52% do Produto Interno Bruto (PIB).

O financiamento adicional corresponde a cerca de 300 milhões de euros.

“Permitir-nos-á acelerar as aquisições de armamento previamente planeadas, necessárias para reforçar a capacidade de defesa das forças armadas, bem como para acolher mais tropas da NATO que venham para o nosso país”, disse o ministro da Defesa lituano, Arvydas Anusauskas.

A Lituânia, com menos de três milhões de habitantes, partilha uma fronteira terrestre com o enclave russo de Kaliningrado e a Bielorrússia, um país aliado de Moscovo.

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