Segundo os procuradores da cidade de Stendal, a cerca de 100 quilómetros a oeste da capital Berlim, o cidadão identificado como Christian B., de 43 anos, poderá estar associado ao desaparecimento em 2015 de uma menina de cinco anos. O suspeito alemão tinha uma propriedade a 100 quilómetros a sudoeste de Stendal, na cidade de Neuwegersleben, quando a menina desapareceu.

Christian B., de 43 anos, está detido na Alemanha, por abuso sexual de menores, entre outros crimes e, segundo a polícia britânica e alemã, é suspeito de envolvimento no desaparecimento de Madeleine McCann, no Algarve, em 2007.

As autoridades alemãs estão também a assumir a morte de ‘Maddie’ e a investigar Christian B. por suspeita de homicídio.

O homem terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007 e registos telefónicos colocam-no na área da Praia da Luz no dia em que a criança inglesa, de apenas três anos, desapareceu.

Segundo a agência Associated Press (AP), a descrição do suspeito corresponde à de um homem de 43 anos que foi condenado em dezembro na cidade de Braunschweig pela violação em 2005 de uma mulher americana de 72 anos no seu apartamento em Portugal, com base, em grande parte, em provas de ADN. O suspeito negou as acusações durante o seu julgamento e recorreu da condenação.

De acordo com uma cópia do veredicto, enviada pelo tribunal de Braunschweig em resposta a uma pergunta da AP sobre a condenação do suspeito McCann em dezembro, o alemão era um criminoso com várias condenações anteriores, entrando e saindo regularmente da prisão.

Os seus crimes incluem o abuso sexual de uma criança em 1994, quando teria cerca de 17 anos e pelo qual foi julgado num tribunal de menores, bem como um caso em 2016, no qual foi condenado por abuso de outra criança e por posse de pornografia infantil. Outras condenações abrangem também acusações de tráfico de droga, roubo e infração na posse de arma.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 03 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros).

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.

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