A China, que mantém uma política rígida de “tolerância zero” ao coronavírus, está a passar por uma onda de infeções atribuída à altamente contagiosa variante Ómicron, que causou mais de 20.000 casos desde o início do mês.

Aquele número é inédito no país, desde o surto inicial de Wuhan, no primeiro trimestre de 2020. O aumento de casos assintomáticos complicou as tarefas de prevenção para detetar novas infeções a tempo.

De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), pelo menos 74 funcionários foram demitidos ou repreendidos pela “má resposta” à vaga de casos.

A Comissão de Disciplina do Partido Comunista Chinês (PCC) “está muito atenta ao desempenho dos funcionários provinciais durante este surto. Os que falharem nas tarefas, podem esquecer uma promoção”, disse uma fonte citada pelo SCMP.

As punições também afetam quadros importantes do PCC.

Na província de Jilin – que registou milhares de casos nos últimos dias -, o prefeito da cidade com o mesmo nome e o chefe da Comissão de Saúde de Changchun, a capital de província, foram demitidos.

Na quinta-feira passada, o Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping, ordenou, durante uma reunião do Politburo — a cúpula do poder na China – que os funcionários persistam na política de zero casos e na eliminação das cadeias de transmissão do vírus o “mais rápido possível”.

“A resposta à covid-19 demonstrou a nossa força e capacidade de controlar a epidemia. Mostrou as vantagens do sistema socialista. A vitória vem da perseverança”, afirmou o líder comunista.

A estratégia chinesa implica o encerramento de fronteiras, medidas de confinamento restritas e testes em massa, sempre que são detetados casos.

No entanto, as autoridades agora têm a difícil tarefa de prevenir surtos, mas também de não implementar “restrições excessivas” que afetem a economia.

Especialistas citados pelo SCMP garantem que as punições das últimas semanas atingem principalmente aqueles que falharam “redondamente”, como no caso dos demitidos em Jilin, e que os demais recebem apenas “reprimendas que não têm consequências a longo prazo”.

Desde o início da pandemia, o Governo chinês demitiu ou repreendeu mais de 1.000 funcionários pelo mau desempenho na contenção da covid-19, segundo o jornal.

Pelas contas da Comissão Nacional de Saúde da China, desde o início da pandemia, 134.564 pessoas foram infetadas e 4.638 morreram no país.

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