Marcelo Rebelo de Sousa, que respondia a questões dos jornalistas na varanda do Palácio de Belém, em Lisboa, recusou assim comentar o anúncio feito por vídeo pelo presidente e deputado do Chega e as críticas que este lhe dirigiu, acusando-o de ser "a face deste sistema" e apresentando-se como o seu oposto.

"O Presidente da República, por definição, nunca comenta candidaturas. Não comentei nas eleições legislativas, não comentei nas autárquicas, não vou comentar nas dos Açores. Não vou comentar nas presidenciais", declarou.

Acrescentando mais à frente que "é uma das virtualidades da democracia haver candidaturas", o chefe de Estado reiterou que tem como "princípio básico" não comentar "candidaturas nem candidatos, sejam candidatos individuais, sejam candidaturas partidárias".

Instado a comentar a ideia de que é "a face deste sistema", Marcelo Rebelo de Sousa respondeu também "não comenta as intervenções, as proposituras, as posições das candidaturas" e que "não abre exceção" para falar no caso de André Ventura.

Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "tem de estar numa posição, enquanto Presidente da República, e com a responsabilidade de convocar as eleições, o que só sucederá lá mais para diante, de não se imiscuir na pré-campanha ou na campanha eleitoral".

"Portanto, nesse sentido, enquanto Presidente da República, deve manter-se, como se tem mantido e como os meus antecessores se mantiveram, distante dessas pronúncias individuais", reforçou.

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