Marcelo Rebelo de Sousa falava numa conferência internacional sobre psicologia, saúde mental e alterações climáticas, organizada pela Ordem dos Psicólogos e pela Associação Americana de Psicologia, no Museu do Oriente, em Lisboa, numa intervenção em inglês.

Referindo-se aos incêndios de junho e outubro de 2017, em que morreram mais de cem pessoas, o chefe de Estado declarou: "Vimos quão importante foi o papel dos psicólogos. Quando eles chegaram, as coisas mudaram, todo o ambiente, o ambiente social. Não apenas as vidas daqueles que tinham perdido os seus entes queridos, toda a sociedade".

"Tantas famílias, milhares de pessoas afetadas. Os psicólogos tiveram de lidar com isto. E nós sabemos que uma parte desses fogos foi resultado das alterações climáticas", acrescentou, observando: "Foi duro".

Segundo o Presidente da República, com a intervenção dos psicólogos as pessoas "começaram a repensar o seu passado, o seu presente, o seu futuro".

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou a mensagem de que se vive "uma situação de emergência" em matéria de alterações climáticas, voltando a criticar quem nega esta realidade.

Neste contexto, considerou que o papel dos psicólogos passa por "antecipar e prevenir", com efeitos a médio e longo prazo, e "é tão importante como tomar as medidas que os governos portugueses têm tomado para enfrentar as alterações climáticas".

No plano governativo, o chefe de Estado mencionou que Portugal "tem vindo a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, fixando metas muito concretas para essas emissões".

Contudo, defendeu que "essa é uma das lutas, talvez a mais fácil" e "muito mais difícil é a mudança de mentalidades", uma luta "cultural, cívica, psicológica".

"Por isso é que o vosso papel é tão importante", concluiu Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando que a sua presença nesta iniciativa é um sinal de apoio à Ordem dos Psicólogos e ao seu papel na sociedade portuguesa.

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