Plenário é uma iniciativa pensada para alargar o debate nas legislativas de 6 de outubro a quem tenha ideias para apresentar para uma melhor governação do país. Há muito para discutir antes da ida as urnas e é por isso que queremos começar já a pensar o país que vamos ter (e ser) nos próximos quatro anos — e contamos com o seu contributo. Assim, lançámos o desafio, em forma de pergunta: Se fosse primeiro-ministro ou primeira-ministra nos próximos quatro anos, qual era o problema que resolvia primeiro? Ou, perguntando de outra forma: qual seria a sua prioridade para o país?

Maria Guimarães, do Porto, juntou-se ao Plenário, leia aqui o seu contributo na íntegra:

Se eu fosse governo, durante a legislatura liderava dois governos; um de gestão corrente e um de gestão estratégica, com gente sem preocupações partidárias, de protagonismo ou carreirismo, com provas dadas de excelência e isenção.

Este verdadeiro governo, a trabalhar nos bastidores, começava por identificar, a nível mundial, o que de melhor se faz e como se faz em cada um dos seus "ministérios".

De seguida, uma análise SWOT permitiria identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças nacionais bem como os enquadramentos internacionais.

Como prioridade máxima, a formulação do aparelho produtivo alargado (bens, serviços, mar, agricultura, espaço, I&D, recursos naturais, etc...), como criador da riqueza nacional, que permitisse sustentar a restante economia/social.

Este processo deveria responder às necessidades de diminuição de importações e aumento de exportações e auto sustentabilidade.

Todos os restantes programas encontrariam aqui o suporte financeiro necessário e a coordenação do desenvolvimento harmonioso das teias de ligações que começariam a tornar-se evidentes seria a ocupação prioritária do governo.

Conforme essas ligações se fossem tornando claras, auditórios representativos da sociedade seriam envolvidos na sua análise e determinação.

Fixadas as primeiras atuações estratégicas, os processos seriam coordenadamente alargados às restantes áreas sociais; justiça, educação, saúde, desburocratização, simplificação legislativa, etc...

As atuações que pudessem ir sendo introduzidas na sociedade real, iriam preparando as intervenções que, para a legislatura seguinte, apresentaria a sufrágio.

Com dados consolidados, informações que a cada cidadão dissessem respeito e os envolvesse e - não só com ideologias programáticas, para alguns -, proporia aos portugueses uma metodologia em constante melhoria, um Portugal Novo e sustentável em todos os aspetos.

Será assim tão difícil?

O que acha desta ideia? Deixe a sua opinião nos comentários deste artigo. Desejamos uma discussão construtiva, por isso todos os comentários devem respeitar as regras de comunidade do SAPO24, que pode ler aqui.


Queremos também o seu contributo para pensar o país. As legislativas acontecem a 6 de outubro, mas a discussão sobre o país que queremos ter (e ser) nos próximos quatro anos começa muito antes da ida às urnas. É esse o debate que o SAPO 24 quer trazer — e contamos consigo.

Saiba como participar aqui. Veja os contributos dos nossos convidados e leitores em 24.sapo.pt/plenario e, claro, junte-se ao debate. 

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