Em comunicado, o ministério referiu que a intempérie atingiu os concelhos de Alijó, Boticas, Chaves, Montalegre, Peso da Régua, Sabrosa, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

Os serviços do ministério “estão focados na identificação de prejuízos materiais relacionados com situações que possam dar origem à necessidade de restabelecimento do potencial produtivo, nomeadamente infraestruturas de apoio à atividade agrícola e equipamentos”.

No que diz respeito às culturas, segundo o ministério, “a queda de chuvas intensas e de granizo constituem um risco coberto pelo sistema de seguros agrícolas, subsidiado pelo Estado em 60%”.

Entretanto, acrescentou, foi já emitida uma circular destinada aos fruticultores e aos viticultores, indicando o tipo de intervenção que devem fazer nas culturas, bem como os tratamentos a aplicar, a fim de minimizar os efeitos de eventuais problemas que possam afetar as árvores de fruto e as vinhas na sequência da queda de chuva e granizo.

Um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo foi o de Chaves, onde se contabilizaram estragos em algumas produções agrícolas, nomeadamente em alguma área de vinha, árvores de fruto, hortas e produções de milho, bem como inundações em edifícios e quedas de muros.

A deputada do PSD Manuela Tender, eleita pelo distrito de Vila Real, questionou o Governo, através da Assembleia da República, sobre os prejuízos causados pela intempérie em Chaves.

A parlamentar quer saber se o Governo pondera declarar a “situação de calamidade pública para as freguesias do concelho afetadas” e “consequentemente mobilizar os instrumentos necessários”.

“Tenciona o Governo disponibilizar um apoio financeiro de emergência a todos os agricultores afetados por esta intempérie, de forma a minorar os prejuízos decorrentes da destruição das infraestruturas de produção agrícola e a apoiar a reposição do potencial produtivo, nomeadamente através dos atuais programas comunitários em vigor”, perguntou a deputada.

Manuela Tender quer ainda saber se o Governo “pondera a possibilidade de criar uma linha de crédito direcionada para os produtores mais afetados pela intempérie que tenham que repor o potencial produtivo” e se “equaciona tomar medidas que visem minorar o impacto desta tragédia”, nomeadamente a “possibilidade de isentar os produtores agrícolas afetados por esta intempérie de contribuições para a Segurança Social durante um determinado período de tempo”.

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