“A França vai acolher pessoas que estão a bordo do Lifeline, quando chegar a um porto europeu (…) Falamos de algumas dezenas de indivíduos. Já sei que é limitado, mas é assim que funciona a solidariedade europeia”, afirmou Macron no Vaticano, onde se reuniu com o papa Francisco.

Portugal foi outro país europeu que acaba de confirmar que também vai receber migrantes que viajam na embarcação, onde se encontram 234 migrantes.

Macron recordou que se trabalha “desde há dias” para que haja uma “solução europeia” para o problema.

Além da sua reunião com o papa, Macron reuniu-se também, de forma “privada”, na segunda-feira, com o chefe do governo italiano, Giuseppe Conte, com quem discutiu a situação na zona euro e as migrações.

“Vivemos uma situação em que não se pode pensar que uma pessoa consegue resolver os problemas”, avisou Macron, aludindo às críticas dos países do leste europeu e de Itália à gestão europeia das migrações.

O Presidente francês insistiu em que “não há” uma crise migratória, mas sim uma “crise política” sobre como resolver esta situação.

“Há duas visões que se opõem. Uma que diz que a Europa é ineficaz e que a única solução é a nacional: ‘Não no meu país’. E outra que é progressista e acredita na solidariedade interna”, acrescentou.

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