Entre 20 mil e 25 mil pessoas, pelas estimativas dos organizadores do protesto feitas ao diário SME, reuniram-se na capital eslovaca no que foi a maior das dezenas de cerimónias convocadas para assinalar o assassínio de Jan Kuciak, de 27 anos, e da noiva, Martina Kusnirova.

A crise motivada pelo assassínio de Kuciak, que investigava assuntos de corrupção, provocou a demissão do primeiro-ministro.

Quando o assassínio de Kuciak e de Kusnirova foi feito, o jornalista preparava-se para publicar um documento com relações presumíveis entre políticos eslovacos e a máfia italiana, bem como sobre fraudes na utilização de fundos agrícolas europeus.

O pai do jornalista assassinado, Jozef, afirmou aos manifestantes que o seu filho tinha sido seguido simultaneamente pelos serviços secretos, pela polícia e pelo empresário de quem Kuciak suspeitava que era corrupto.

O presidente eslovaco, Andrej Kiska, declarou à comunicação social que Kuciak “tinha sido morto apenas porque queria revelar a verdade sobre personalidades que pareciam intocáveis”.

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