Reunidos em Berlim, os ministros da Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, França, Canadá, Itália e Japão (G7) disseram que a “prioridade imediata” é apoiar os esforços para desanuviar a tensão criada pela concentração de tropas russas nas fronteiras da Ucrânia.

Mas “qualquer nova agressão militar da Rússia contra a Ucrânia será recebida com uma resposta rápida e eficaz”, disse o grupo das sete principais potências económicas, presidido este ano pela Alemanha, numa declaração citada pela agência francesa AFP.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, vai encontrar-se hoje, em Kiev, com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na terça-feira, em Moscovo, com o chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, em mais uma tentativa de um dirigente ocidental para tentar evitar um conflito armado na Europa.

O Ocidente acusa a Rússia de pretender invadir novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península da Crimeia ao país vizinho em 2014.

Os Estados Unidos alertaram, na sexta-feira, que um ataque russo pode acontecer “a qualquer momento” e pediram aos seus cidadãos que abandonassem o país rapidamente.

Desde então, dezenas de Governos, incluindo o de Portugal, aconselharam os seus cidadãos a sair da Ucrânia.

A Rússia nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança.

Essas exigências incluem garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o regresso das tropas aliadas nos países vizinhos às posições anteriores a 1997.

Os Estados Unidos e os seus aliados da NATO e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) recusam tais exigências.

Esta é considerada a pior crise na Europa desde o fim da Guerra Fria, há três décadas, entre o Ocidente e a então União Soviética.

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