Além de recusar aquela solução processual, que tinha sido proposta às partes em fevereiro, a vítima da amputação está a preparar uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto contra o hospital e os médicos.

A suspensão provisória do processo, que implica sempre o acordo dos intervenientes e a homologação por um juiz de instrução criminal, permite que o Ministério Público sujeite os arguidos a regras de comportamento ou injunções durante um determinado período de tempo. Caso as mesmas sejam desrespeitadas, a acusação avança.

Este caso aconteceu em março de 2016, quando uma mulher foi submetida no Hospital de São João a uma mastectomia à mama direita, na qual tinha tido um cancro. Após acordar da anestesia, apercebeu-se que lhe tinham retirado também, sem consentimento, a mama esquerda.

A Ordem dos Médicos já puniu dois dos três médicos associados ao caso com suspensão de atividade, um por dez dias e outro por 21.

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