O secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, anunciou que os responsáveis militares dos dois países promoveram seis reuniões na sede da NATO para assegurar um “mecanismo de prevenção” para evitar o risco de confrontos aéreos ou marítimos acidentais.

“Estas reuniões estão a decorrer e foram realizados bons progressos”, disse após um encontro na sede da NATO em Bruxelas com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

“Tratou-se de conversações militares técnicas. Complementam os esforços diplomáticos conduzidos pela Alemanha para resolver o conflito”, precisou.

As tensões entre a Grécia e a Turquia, dois membros da NATO, agravaram-se nos últimos meses na região do Mediterrâneo oriental, com receios de uma escalada após um incidente naval.

A Alemanha promoveu uma mediação e Atenas e Ancara aceitaram na terça-feira iniciar discussões bilaterais para tentar resolver a crise.

Stoltenberg saudou esta decisão e Pedro Sánchez descreveu-a como “um passo importante na boa direção”.

A Turquia e a Grécia, que aderiram em simultâneo à NATO em fevereiro de 1952, apesar das suas relações historicamente tensas, disputam a partilha das imensas reservas de gás detetadas no Mediterrâneo oriental.

Atenas argumenta que lhe pertence o direito de explorar os recursos naturais em redor das suas ilhas situadas nas proximidades das costas turcas. Ancara recusa, ao considerar que privaria o país de dezenas de milhares de quilómetros quadrados de mar.

As tensões entre Atenas e Ancara atingiram um nível alarmante após a Turquia ter enviado em 10 de agosto o navio de prospeção sísmica Oruç Reis, escoltado por navios de guerra, para proceder a prospeções ao largo da ilha grega de Kastellorizo, a dois quilómetros das costas turcas, numa zona rica em hidrocarbonetos e em águas onde a Grécia reivindica direitos exclusivos.

A situação agravou-se no final de agosto quando os dois países efetuaram manobras militares rivais: Ancara com os Estados Unidos e de seguida com a Rússia, e Atenas com a França, Chipre e Itália.

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