O navio Razoni, com bandeira de Serra Leoa, chegou ao Estreito de Bósforo, no norte de Istambul, na terça-feira, 2,  um dia depois de deixar o porto de Odessa, no Mar Negro, carregando 26.000 toneladas de milho com destino ao Líbano. A viagem correu sem problemas, com o mesmo a percorrer um corredor livre de minas no Mar Negro, que estavam sob bloqueio russo.

O Razoni deve então ser inspecionado na quarta-feira por uma "delegação composta por representantes turcos, russos, ucranianos e da ONU”, de acordo com o almirante turco Ozcan Altunbulak, chefe do Centro de Coordenação Conjunta (CCC), que supervisiona as operações.

Refira-se que o Razoni partiu sob um acordo intermediado pela Turquia e pelas Nações Unidas para suspender o bloqueio naval da Rússia ao Mar Negro e permitir o embarque de milhões de toneladas de produtos para os mercados mundiais para ajudar a conter uma crise alimentar global.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, disse esperar "mais movimentos de saída" na quarta-feira.

Por sua vez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que desejava "regularidade" nestes embarques. "Quando um navio sai do porto, há outros navios também - tanto os que estão a carregar, quanto os que se aproximam do porto", disse num discurso nesta terça-feira.

"Continuidade e regularidade é o princípio necessário. Todos os consumidores dos nossos produtos agrícolas precisam disto."

A interrupção das entregas da Ucrânia - um dos maiores exportadores de cereais do mundo - contribuiu para o aumento abrupto dos preços dos alimentos, atingindo especialmente os países mais pobres do mundo.

Kyiv diz que pelo menos mais 16 navios de cereais estão à espera para poderem partir, sendo que também acusam a Rússia de roubar cereais ucranianos em territórios tomados pelas forças do Kremlin, enviando-os depois para países aliados na África e no Oriente Médio, como a Síria.

Entretanto, a Rússia atacou o porto de Odessa, de onde o Razoni partiu menos de 24 horas após a assinatura do acordo em Istambul, a 22 de julho, colocando em dúvida a segurança de futuras entregas.

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