O CDS-PP requereu a audição, com urgência, do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na Assembleia da República, mais precisamente na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, para dar explicações aos deputados sobre o encerramento das escolas na sequência do agravamento da pandemia de covid-19.

No documento, o grupo parlamentar lembra que o Governo anunciou, na semana passada, o encerramento das escolas por 15 dias, mas refere que, "ao contrário do que aconteceu em março do ano passado, esta não será uma suspensão das atividades letivas presenciais com substituição pelo ensino à distância". "Antes, será uma interrupção letiva – i.e. férias compulsivas", é alegado.

Os deputados do CDS-PP salientam que "o ensino presencial é a opção preferencial" e o ensino à distância tem "muitas assimetrias e limitações", mas recordam que o partido "insistiu atempadamente para que fosse ponderado" o encerramento dos estabelecimentos de ensino devido à "disseminação da pandemia e a sua evolução exponencial" entre os mais jovens.

O partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos diz que "em nenhum momento esteve em discussão a suspensão do ensino", advogando que "nenhuma aprendizagem é sempre pior do que alguma aprendizagem, seja esta feita através dos meios que o próprio Governo criou para o efeito – a telescola –, as plataformas digitais abertas e disponibilizadas a todos e o esforço de tantos professores, garantindo pelo menos algumas atividades de apoio e consolidação".

"A proibição de as escolas, estatais ou privadas, poderem continuar em ensino à distância não serve os alunos, não ajuda os pais – entretanto em teletrabalho –, menoriza a escola pública e aprisiona a escola privada", reforçam, alertando que "proibir a educação em nada resolve as desigualdades" e "é baixar os braços sem sequer procurar formas de apoio aos alunos que se sabe dele precisarem".

O grupo parlamentar questiona também "qual será o plano" se a situação "se prolongar por mais de 15 dias, como muitos especialistas aventam".

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