“A intervenção tem um prazo de execução de 400 dias, prevendo-se o arranque da obra no mais curto prazo possível a partir da consignação da empreitada, cumpridos que estejam todos os prazos e procedimentos legais, designadamente o visto prévio do Tribunal de Contas”, refere um comunicado do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV).

O CHTV explica que o investimento de 6.460.627,53 euros traduz um acréscimo de 811.588,44 euros relativamente ao valor que inicialmente estava previsto no Plano de Investimentos na Área da Saúde (PIAS).

“A necessidade de um novo concurso público resulta de, no procedimento anterior, as empresas terem recusado as condições financeiras do concurso, por estarem abaixo dos custos praticados pelas novas condições de mercado”, recorda.

Segundo o CHTV, “a nova Urgência Polivalente vai proporcionar uma significativa melhoria das condições de prestação de cuidados de saúde urgentes e emergentes” às populações, “potenciando a qualidade e prestigiando o Serviço Nacional de Saúde”.

No dia 9, o Governo tinha aprovado, em Conselho de Ministros, uma resolução que permitiu reprogramar os encargos relativos à obra de alargamento e remodelação das atuais instalações da Urgência Polivalente.

Esta obra é há muito reclamada, tendo o seu atraso motivado críticas de políticos e da sociedade civil.

A Liga de Amigos e Voluntariado do CHTV marcou para sábado à tarde, no Rossio, uma concentração pela defesa das obras da urgência, pela concretização do prometido centro oncológico e “pela dignificação do trabalho dos profissionais e conselho de administração, que tem visto quartados os seus esforços pela melhoria dos cuidados de saúde”.

Em dezembro de 2019, também a Assembleia Municipal de Viseu decidiu agir, convocando os grupos municipais para tomarem iniciativas relativamente à degradação do serviço de urgência.

O presidente da Assembleia Municipal, Mota Faria, disse que “a questão da urgência tem sido tratada por este Governo de uma forma vergonhosa” e este órgão autárquico não podia ficar de braços cruzados, devendo exigir a prometida ampliação.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, considerou “desumana a forma como as pessoas são tratadas” naquele serviço.

“As urgências estão adjudicadas há dois anos e meio e, na altura, o ministro das Finanças e a ministra da Saúde não desbloquearam as verbas para a contrapartida nacional”, recordou, durante a reunião da Assembleia Municipal.

O autarca acrescentou que, quando as verbas foram finalmente desbloqueadas, “a empresa já não estava interessada em fazer a obra por aquele valor”.

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