Se nos últimos tempo a covid-19 parece quase ter desaparecido do dia a dia (embora os casos ainda se façam sentir, com números mais baixos, bem como quanto à mortalidade e internamentos) e a varíola-dos-macacos vai marcando presença no país, com infeções a subir, esquecida tinha ficado a gripe das aves.

Todavia, soube-se hoje que voltou a ser detetada em Portugal, numa exploração caseira de galinhas, perus e patos, em Beja, cerca de dois meses após o país estar livre deste vírus.

“No dia 11 de agosto, foi confirmado um novo foco de infeção por vírus da gripe aviária numa exploração de detenção caseira com galinhas, perus e patos, na freguesia de S. Marcos de Ataboeira, concelho de Castro Verde, distrito de Beja”, indicou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Em junho, Portugal recuperou o estatuto de país livre da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP), depois de ter somado 20 focos de infeção.

Havendo um foco de infeção, o que é preciso fazer? Segundo a DGAV, foram já implementadas medidas de controlo, a saber:

  • inspeção do local;
  • abate dos animais afetados;
  • inspeção e notificação das explorações com aves nas zonas de proteção, num raio de três quilómetros em redor do foco;
  • vigilância das explorações com aves num raio de 10 quilómetros.

Além destas medidas, "perante a evidência de contínua circulação do vírus da GAAP", a DGAV pediu que todos os detentores de aves cumpram as medidas de segurança e as boas práticas de produção, evitando também os contactos entre aves domésticas e selvagens.

Por outro lado, notou que as medidas de higiene das instalações, equipamentos e materiais devem ser reforçadas, assim como o controlo dos acessos aos estabelecimentos onde estão a aves.

Na prática, é agora preciso jogar pelo seguro. No caso de haver "qualquer suspeita" de casos, a notificação do sucedido "deve ser realizada de forma imediata, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença, no terreno, pela DGAV".

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