Avaliados os anos em que ocupou a cadeira mais poderosa do mundo, um inquérito feito a 91 historiadores coloca o ex-presidente norte-americano, Barack Obama, na 12ª posição entre todos os chefes de estado que o país já conheceu.

Valeu a Obama uma boa avaliação da parte dos historiadores nos critérios da persuasão pública, a autoridade moral e de gestão económica. Nesta última área, ficam alguns sucessos como, por exemplo, ter reduzido os valores do desemprego no país depois de ter atravessado uma das mais profundas crises financeiras das últimas décadas. Em contrapartida, por exemplo, registou uma avaliação mediana no critério das relações internacionais, ocupando o meio da tabela: a 24ª posição.

Numa visão geral, a avaliação dos 91 historiadores considerou Abraham Lincoln como o melhor chefe-de estado de sempre no país, a que se segue George Washington, em segundo, Franklin D. Roosevelt (3º), Theodore Roosevelt (4º) e Dwight D. Eisenhower, que fecha o pódio, em quinto lugar. John Kennedy e Ronald Reagan, dois presidentes que, por razões diferentes, tiveram forte impacto na história da América e do mundo, posicionam-se, respetivamente, no 8º e 9º lugar. Bill Clinton integra esta lista no 15º lugar e George Bush (pai) no 20º.

A pesquisa é feita com base em dez critérios de liderança, cada um com o seu próprio ranking. São eles a capacidade de persuasão pública, a liderança em períodos de crise, a gestão económica, a autoridade moral, as relações internacionais, as qualidades administrativas, as relações com o congresso, a gestão da agenda, o trabalho para uma justiça equalitária e o desempenho no seu contexto do seu tempo histórico.

As posições podem ser alteradas a qualquer altura. “Os historiadores preferem ver o passado a uma grande distância e só o tempo poderá revelar o seu legado”, diz Edna Greene Medford, uma professora de História da Howard University e que integra o painel avaliador.

É a terceira atualização do ranking da C-Span nos últimos 17 anos e a próxima deve incluir já Donald Trump. Polémico desde que se assumiu em campanha para as eleições presidenciais, nas poucas semanas que decorreram após a sua posse, o novo presidente dos Estados Unidos da América provocou instabilidade a vários níveis, destacando-se as relações com o poder judicial, as relações internacionais (da intervenção russa nas eleições americanas ao decreto que inibe a imigração a sete países muçulmanos ou às polémicas referentes à construção do muro na fronteira com o México) e com os media norte-americanos.

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