À saída do III congresso internacional do CADIn - Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a ronda de audiências, que hoje termina, com os partidos com assento parlamentar a propósito do Orçamento do Estado para 2017, caracterizando-as como "reuniões muito proveitosas, muito simpáticas".

"Já é a quarta vez que nos encontramos e portanto a partir de um determinado momento estabelece-se um relacionamento natural, não há nada de patológico nem de grave nem de dramático. Hoje continuam e teremos os terceiros últimos partidos", vincou.

O Presidente da República reiterou a predisposição de "considerar não haver problema nas relações com a União Europeia" a propósito do documento, o que "é uma boa notícia".

"Ontem, aliás tivemos outras boas notícias: um foi o comentário do presidente do Banco Central Europeu sobre a consolidação da banca portuguesa, hoje poderemos ter uma boa notícia que é a posição da agência canadiana. O somatório de notícias boas agrada ao Presidente da República", sublinhou.

Questionado sobre se realmente não está preocupado com a aprovação do orçamento na Assembleia da República, o chefe de Estado disse que vai "esperar até ao fim para ouvir os partidos", mas recordou a posição que repetiu ao longo dos tempos: "era fundamental que houvesse um orçamento de convergência entre a posição portuguesa e a União Europeia".

"Todos os sinais iam no sentido de haver a convergência. Desde que isso ficou claro, nas suas linhas gerais, a meu ver deixou de haver qualquer problema sobre o orçamento para 2017", disse.

Marcelo escusou-se a fazer qualquer comentário sobre aquilo que os responsáveis partidários disseram depois as audiências que tiveram em Belém e sobre a notícia avançada de que o PSD, neste orçamento, vai apresentar propostas ao contrário do que fez no último documento, o Presidente da República respondeu que ainda não tinha o maior partido da oposição, mas que "não se pronuncia sobre as estratégias partidárias porque isso é uma escolha dos partidos".

"Neste momento, sobre o orçamento, o que tinha a dizer já disse antes. Desde que seja possível convergir como houve no orçamento para este ano, seja possível convergir no orçamento para o ano que vem isso significa haver uma ultrapassagem de problemas, de incompreensões entre Portugal e Bruxelas", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa recusou voltar a falar da Caixa Geral de Depósitos porque "o que tinha a dizer já disse há quatro meses" e apenas recordou agora.

Questionado pelos jornalistas sobre a tentativa de captura do suspeito de dois homicídios em Aguiar da Beira, o chefe de Estado foi perentório: "nenhum Presidente da República de nenhum país do mundo comentará atuações concretas de polícias num caso específico enquanto está a decorrer uma missão. A comunicação social tem como função ir cobrindo e ir comentando, o Presidente da República não comenta".

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