Em declarações no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o Presidente da República, Jerónimo de Sousa manifestou-se, portanto, "preocupado, mas simultaneamente também confiante de que é possível dar passos adiante" para melhorar as condições de vida do povo português.

Sobre o sentido de voto em relação ao Orçamento do Estado para 2020, o secretário-geral do PCP reiterou que "as três possibilidades - contra, abstenção ou a favor - continuam a estar colocadas em cima da mesa" e que antes de ser tomada uma decisão irá ser feita "uma análise mais fina" ao conteúdo da proposta do Governo.

"Nós apresentámos um conjunto de propostas ao Governo. Existe uma situação diferente de há quatro anos atrás, temos de ser nós a procurar a informação, fazer a leitura, fazer o estudo dos conteúdos, na medida em que o Governo não se está a comprometer connosco em relação a matérias, salvo num ou noutro momento em que foi possível transmitir as nossas preocupações e transmitir também as nossas propostas para resolver problemas", referiu.

Interrogado se vê recetividade do Governo em relação às propostas do PCP, Jerónimo de Sousa respondeu: "Isto é muito subjetivo, mas o que eu sinto é que lá no fundo o Governo dá razão ao PCP. Percebe a pertinência e a frontalidade com que nós colocamos estes problemas que afetam milhões de portugueses".

"Não sei se a auscultação, se o acolhimento das nossas posições e propostas tem depois efeito prático, porque o inferno está cheio de boas intenções", ressalvou, no entanto.

Entre as matérias que suscitam preocupação ao PCP, apontou o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, os salários e direitos dos trabalhadores, a política fiscal e também a situação das forças de segurança e dos militares.

"Parece não ter grande importância, mas para nós tem dar respostas às forças de segurança, naquilo que têm razão para reivindicar", acentuou.

Jerónimo de Sousa acrescentou que o grupo parlamentar do PCP irá trabalhar "para uma avaliação e simultaneamente para fazer propostas em relação ao conteúdo concreto" do Orçamento para 2020, concluindo: "Como disse, não sabemos qual vai ser a resposta do Governo, mas vamos persistir no quadro daquela nova Assembleia da República".

Participaram também nesta reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o Orçamento do Estado para 2020, que durou perto de uma hora e meia, o líder da bancada comunista, João Oliveira, e os dirigentes Vasco Cardoso e Fernando Mateus, todos do Comité Central do PCP.

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