Num vídeo divulgado na página do grupo parlamentar do PS na rede social Facebook, o vice-presidente da bancada Porfírio Silva contraria algumas afirmações da coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, na convenção do partido, há uma semana, e critica que "o Bloco, no momento mais difícil" da vida dos portugueses, "decidiu abandonar e votar ao lado da direita contra o Orçamento".

O deputado destacou que, "se agora [o BE] estiver de novo disponível para negociar sem pretender ter o exclusivo da verdade, ainda bem, porque nenhum partido da esquerda se pode considerar dispensado de participar no esforço de recuperação do país".

"Se conseguimos ter resultados com o PCP, com o PEV, com o PAN, também havemos de conseguir ter resultados concretos com o Bloco, basta que queira", sublinhou, defendendo que, para tal, "o discurso do Bloco não pode ser como os jacarandás, que têm flores muito bonitas e aparecem a anunciar o bom tempo, mas deixam uma espécie de cola que suja o terreno todo à sua volta".

"Para construir, não podemos menosprezar aquilo que temos vindo a fazer nestes anos", frisou ainda Porfírio Silva.

Considerando que, no discurso de encerramento da convenção do BE, que decorreu no passado fim de semana, em Matosinhos, a coordenadora bloquista “fez várias afirmações, de dedo em riste apontado ao PS”, Porfírio Silva acusou que “nem sempre com o rigor necessário” e deu exemplos.

No que toca à perda de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) apontada por Catarina Martins, o dirigente socialista afirmou que o SNS “nunca teve tantos profissionais como em janeiro deste ano, são quase mais 10 mil do que no início de 2020” e que este ano o investimento é maior “do que o Bloco propôs na preparação do Orçamento do Estado”.

“Nunca investimos tanto no SNS”, acrescentou.

Contrariando a crítica de que o Governo “desistiu de cumprir as 26 mil casas prometidas até 2024”, Porfírio Silva indicou que este apoio ficou inscrito no Plano de Recuperação e Resiliência e que isso “melhora as condições de financiamento do programa”, pelo que poderão ser alcançadas “metas mais ambiciosas”.

E destacou também que “já foram assinados mais de 50 acordos de colaboração com os municípios relativos aos planos locais de habitação no âmbito do 1.º direito, abrangendo já cerca de 22 mil famílias”.

Quanto ao clima, o deputado do PS sublinhou que a Lei de Bases do Clima “contém metas muito exigentes” e que “Portugal foi o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de atingir a neutralidade carbónica para 2050”.

“O PS nunca aceitou a desresponsabilização do Estado em questões sociais, foi sempre o PS a garantir a existência e a sustentabilidade da Segurança Social pública, que criou o Rendimento Social de Inserção, o Complemento Solidário para Idosos, a Prestação Social da Inclusão e o modelo de apoio à vida independente dos portadores de deficiência”, defendeu também.

Para o deputado, “nestes tempos duros da pandemia quase três milhões de pessoas foram abrangidas por apoios extraordinários” durante a covid-19.

“Neste ano letivo temos quase 50 mil crianças em creches gratuitas, ao mesmo tempo, investimos cerca de 500 milhões de euros na construção e recuperação de creches, lares e outros equipamentos sociais ou para reforçar acordos de cooperação que garantem a continuação do funcionamento de equipamentos antigos ou novos”, apontou.

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