O anúncio foi feito aos jornalistas pelo representante daquele organismo na Venezuela, Jorge González Caro, precisando que metade dos preservativos vão ser distribuídos pelo Ministério da Sa+ude e os restantes por organizações não governamentais.

"Há uma escassez importante de anticoncetivos e todos estamos conscientes disso. O que se consegue nas farmácias é muito caro e não é uma coisa a que a população tenha acesso", frisou.

Na Venezuela, uma caixa com três preservativos ronda os cinco milhões de bolívares (37 euros à taxa de câmbio oficial Dicom, que equivalem a 1,25 euros no mercado paralelo).

O salário mínimo integral (com todos os subsídios incluídos) é de 5,6 milhões de bolívares mensais, pago em duas partes, quinzenalmente.

Por outro lado, as ONG tem alertado frequentemente para o número de casos de gravidez entre adolescentes, à volta dos 15 anos.

Segundo a Unicef, em 2014 a Venezuela registou uma das taxas de fecundidade mais altas da América do Sul, entre os adolescentes.

Cada ano nascem 93 bebés por cada 1000 adolescentes entre 15 e 19 anos, o que equivale a uma taxa de nascimento de 23%.

A maior incidência regista-se em adolescentes que vivem em pobreza extrema, em zonas rurais, de indígenas e de afrodescendentes.

Muitas adolescentes têm conhecimento dos métodos anticoncecionais, mas muitas vezes a gravidez é valorizada pelas famílias como uma forma de realização feminina.

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