Segundo os advogados, o ex-secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, arrolado como testemunha pelo antigo primeiro-ministro José Sócrates, principal arguido da Operação Marquês, vai ser ouvido na próxima quarta-feira à tarde.

Os funcionários judiciais cumprem hoje o segundo de cinco dias de greve, que decorre em dias alternados para não terem de cumprir serviços mínimos, em protesto contra a integração de um suplemento de 10% no ordenado, considerando que se trata de uma redução efetiva do vencimento.

A Operação Marquês conta com 28 arguidos - 19 pessoas e nove empresas - e está relacionado com a prática de quase duas centenas de crimes de natureza económico-financeira.

José Sócrates está acusado de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.

A acusação sustenta que Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santo (GES) e na PT, bem como garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios do Grupo Lena.

No dia 08 de julho, está prevista a audição de Ricardo Salgado.

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