“Juro, por Deus, pelo povo e por minha honra, cumprir com lealdade as funções em que sou investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis e dedicar todas as minhas energias e capacidades à defesa e consolidação da independência e da unidade nacionais”, disse José Ramos-Horta no recinto de Tasi Tolu.

O juramento marcou o fim do mandato de Francisco Guterres Lú-Olo que, simbolicamente, cedeu a sua cadeira de honra a Ramos-Horta, eleito para um mandato de cinco anos e que volta ao cargo de onde saiu há 10 anos.

Ramos-Horta, que chegou ao local antes do seu antecessor, foi recebido com fortes aplausos por parte, quer das tribunas de honra, quer da multidão, que se reuniu no recinto para acompanhar a investidura, a maior distância.

Depois sentou-se e esperou mais de 25 minutos por Lú-Olo, que foi recebido apenas com aplausos das tribunas oficiais e quase silêncio total por parte da multidão.

Uma espera que no caso dos principais convidados, incluindo o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, foi de mais de uma hora e, noutros, várias horas.

Foi uma cerimónia marcada pelo protocolo e dominada pela sessão solene de tomada de posse de José Ramos-Horta, que regressa assim ao Palácio Presidencial que ocupou entre 2007 e 2012.

Para isso o Parlamento foi temporariamente ‘transportado’ para o local, com a mesa e os deputados a ocuparem os lugares da frente da tribuna principal.

Coube a Aniceto Guterres Lopes, presidente do parlamento, abrir a sessão solene, que começou várias horas depois da chegada dos primeiros convidados.

Depois do discurso de Francisco Guterres Lú-Olo, o último do seu mandato, leu-se o decreto do Tribunal de Recurso que confirmou a vitória de José Ramos-Horta na segunda volta das presidenciais, em 19 de abril, seguindo-se a leitura do juramento.

Antes, e a conta gotas, foram chegando as mais de 30 delegações internacionais, entre as quais a de Portugal, liderada por Marcelo Rebelo de Sousa, e as principais individualidades do Estado timorense.

A cerimónia decorreu no recinto das três lagoas, Tasi Tolu, exatamente onde há 20 anos o mundo testemunhou o nascimento do novo país.

Ao longo de várias semanas, equipas contratadas pelo Governo preparam o recinto, dominado por cinco grandes tribunas, decoradas com as cores da bandeira nacional – vermelho, amarelo, branco e preto – onde se sentaram os VVIP, os VIP e outros convidados.

Várias zonas de acesso, com carpetes vermelhas e fotos gigantescas a ajudar a promover Timor-Leste como destino turístico.

A população, tal como tem ocorrido em momentos idênticos em anos anteriores, teve que acompanhar as cerimónias ou pela transmissão direta da televisão pública ou então, a larga distância, por trás de vedações colocadas à volta do recinto.

O Governo timorense deu hoje tolerância de ponto durante a parte da tarde, o que, a somar-se ao feriado de sexta-feira, fez esvaziar as ruas da capital timorense, algumas das quais cortadas em zonas perto de alojamentos de convidados internacionais.

Durante todo o dia ouviram-se sirenes de batedores, com colunas mais ou menos longas a fazer a viagem até ao recinto - que se tornou quase sagrado depois da visita do papa João Paulo II, na década dos 1980 – e cuja estrada de acesso foi composta em tempo recorde para as cerimónias de hoje.

As atenções voltam-se agora, na manhã de sexta-feira, hora local, para o Palácio Presidencial, onde decorrem as cerimónias oficiais da comemoração do 20.º aniversário da restauração da independência, que incluem, à tarde, uma sessão plenária no Parlamento Nacional, onde discursará o Presidente português.

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