O anúncio foi feito hoje numa reunião em Buenos Aires, Argentina, em que participaram os embaixadores dos 22 países ibero-americanos e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), indicou a organização em comunicado.

A assistência técnica prevê a realização de inventários das peças que foram salvas das chamas e a reabilitação do material recuperado e do edifício do museu.

O apoio da Secretaria-Geral Ibero-Americana será dado ao abrigo do Ibermuseus, programa de cooperação dos países ibero-americanos para "a promoção e articulação de políticas públicas" para o setor dos museus.

A ativação dos mecanismos de assistência técnica, previstos no programa Ibermuseus para situações de catástrofe, foi feita pela organização, sob iniciativa do Governo argentino.

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Com sede em Madrid, Espanha, a Secretaria-Geral Ibero-Americana é o órgão permanente de apoio institucional e técnico à Conferência Ibero-Americana e à Cimeira de Chefes de Estado e de Governo.

Formada por 22 países-membros, a organização promove a cooperação na "educação, coesão social, inovação e cultura nos países de língua espanhola e portuguesa na América Latina e na Península Ibérica".

O programa Ibermuseus abrange mais de dez mil museus ibero-americanos.

Na terça-feira, o Governo brasileiro anunciou um plano de recuperação do museu no valor de cerca de três milhões de euros, que inclui segurança, reforço de estruturas e recuperação de parte do acervo e do edifício.

Um incêndio de grandes proporções deflagrou no domingo no Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruindo o edifício e o arquivo histórico, que documentava 200 anos de história do Brasil.

Criado há 200 anos, o museu tinha 20 milhões de peças, nomeadamente o fóssil mais antigo da América, e era considerado o museu histórico e científico mais antigo e importante do Brasil.

Do acervo constava a coleção egípcia que começou a ser adquirida pelo imperador Pedro I, bem como o diário da imperatriz Leopoldina e um trono do Reino de Daomé, dado em 1811 ao príncipe regente João VI.

O mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos, também fazia parte do espólio do museu.

A história do Museu Nacional do Rio de Janeiro remonta aos tempos da fundação do Museu Real por João VI, em 1818, cujo principal propósito era difundir o conhecimento e o estudo das ciências naturais no Brasil.

Atualmente, o museu era reconhecido como um dos principais centros de investigação em história natural e antropológica da América Latina.

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