Na basílica de São Pedro, perante centenas de pessoas sem casa ou que vivem graças às ajudas, Francisco sublinhou “a trágica contradição da época atual” que é “quanto mais aumenta o progresso e as possibilidades, o que é bom, mais aumentam as pessoas que não lhes têm acesso”.

O Papa Francisco criticou também uma sociedade que se está a acostumar “a este tipo de desresponsabilização” e na qual “se adormece a consciência e não se presta atenção ao irmão que sofre perto ou aos graves problemas do mundo, que se convertem em apenas uma cantilena já ouvida nas manchetes dos jornais ou nos telejornais”.

“Excluir é virar as costas a Deus. Um sintoma de esclerose espiritual é quando o interesse se centra nas coisas que é preciso produzir, em vez das pessoas que se tem de amar”, adiantou.

Francisco, que instituiu este Ano Santo dedicado à Misericórdia – que termina em 20 de novembro -, quis fechá-lo com este jubileu dedicado às pessoas em situação de precariedade.

“É uma grande injustiça que nos tem que preocupar, muito mais do que saber quando e como será o fim do mundo”, disse, adiantando que “não se pode estar tranquilo em casa enquanto Lázaro jaz prostrado à porta, não há paz na casa do que está bem, quando falta justiça na casa de todos”.

O Papa argentino sublinhou que a “Igreja aponta a lupa” especialmente “ao irmão esquecido e excluído” porque, “por direito e também por dever evangélico, a tarefa consiste em cuidar da verdadeira riqueza que são os pobres”.

Recordou que hoje vão ser fechadas algumas portas santas, que se abriram em 08 de dezembro de 2015, no início do Jubileu, e instou todos os católicos a “afastarem-se do que distrai, dos interesses e dos privilégios, do apegamento ao poder e à glória, da sedução do espírito do mundo”.

Na homília, Francisco também apelou a não se deixarem “enganar pelos predicadores apocalíticos”, adiantando que “quem segue Jesus, não faz caso dos profetas de desgraças, da frivolidade dos horóscopos, das predições que geram temores, distraindo a atenção do que realmente importa”.

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