A partir da varanda da basílica de São Pedro, o papa afirmou ainda esperar que “regresse o diálogo” para que seja alcançada uma “solução negociada que permita a coexistência pacífica dos dois Estados (Palestina e Israel)”.

O líder da igreja católica elogiou ainda os esforços da comunidade internacional em apoiar “esta terra martirizada” e em encontrar a “harmonia, a justiça e a segurança que há muito é esperada”.

Depois da recente decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o papa já tinha apelado ao “respeito do status quo", no âmbito das resoluções das Nações Unidas.

A decisão da administração norte-americana provocou manifestações quase diárias e ensombrou a celebração do Natal dos cristãos palestinianos.

“Nós vemos Jesus nas crianças do Médio Oriente, que continuam a sofrer devido ao agravamento das tensões entre israelitas e palestinianos”, afirmou.

Francisco apelou também "à confiança recíproca" na península coreana, "no interesse do mundo inteiro". O apelo do papa surge num dia em que Pyongyang voltou a considerar "um ato de guerra" as novas sanções aprovadas na sexta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.

Recordando outros locais onde crianças sofrem por causa dos conflitos, o papa evocou os pequenos sírios “marcados pela guerra”, manifestando o desejo de que ao país regresse a “dignidade de cada pessoa” e o compromisso de “reconstituição do tecido social independentemente da etnia e religião”.

O Iraque também foi mencionado enquanto região “ferida e dividida pelas hostilidades” dos últimos 15 anos, não sendo esquecido na mensagem o Iémen, “onde decorre um conflito em grande parte esquecido” enquanto a população sucumbe à fome e às doenças.

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