Francisco chegou a esta pequena aldeia na província de Grosseto para passar várias horas e visitar os quase 300 membros desta comunidade fundada por Zeno Saltini e elogiada em 1981 pelo papa João Paulo II.

“Continuem por este caminho, incarnando o modelo do amor fraterno, também mediante obras e sinais visíveis, nos vários contextos onde a caridade evangélica os chama, mas sempre conservando o espírito do padre Zeno, que queria uma Nomadélfia leve e essencial nas estruturas”, disse o papa.

Nomadélfia, acrescentou o pontífice, é uma realidade profética que visa realizar uma nova civilização, usando o Evangelho como um modo de vida bom e belo.

Francisco encorajou os membros da Comunidade de Nomadélfia a seguir "a linguagem do amor, a única linguagem compreensível em face do sofrimento no mundo".

Elogiou especialmente as boas-vindas de toda a comunidade aos órfãos ou crianças com problemas e aos idosos que, "quando não têm boa saúde, permanecem na família, mas são atendidos por todos os irmãos e irmãs da comunidade".

A Comunidade, fundada por Zeno Saltini (1900-1981) em 1948, é inspirada no modelo cristão primitivo descrito nos Atos dos Apóstolos e é composta por grupos de famílias que vivem compartilhando tudo.

As pessoas desta comunidade trabalham nos campos e vivem do que é produzido, têm os seus próprios centros educacionais e, quando têm 21 anos, podem optar por ficar ou sair da comunidade.

Depois de algumas polémicas sobre esse modo de vida, Zeno Saltini pediu ao papa Pio XII que deixasse o sacerdócio para continuar com a comunidade como leigo, mas em 1962 ele foi reabilitado por João XXIII e João Paulo II visitou a comunidade em maio de 1989.

Francisco visita também hoje a cidade toscana de Loppiano, onde está localizado o Centro Internacional do Movimento dos Focolares.

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