“A destruição de Kahn al-Ahmar inscreve-se assim na política de Israel de colocar em causa a solução dos dois Estados conforme estipulado nas resoluções da ONU que o Estado português subscreve”, é referido no voto de condenação apresentado pelo PCP.

O documento foi aprovado com os votos favoráveis de PS, PCP, PEV, BE e PAN, com a abstenção do CDS-PP e o voto contra do PSD, de dois deputados do CDS-PP (Ilda Araújo Novo e João Rebelo) e do deputado do PS João Soares.

O Governo de Israel ordenou aos habitantes da aldeia palestiniana de Khan al-Ahmar que a abandonem. Naquela comunidade vivem 32 famílias, num total de 173 pessoas, incluindo 92 crianças e adolescentes, lê-se no voto.

“Como sublinhou a delegação de deputados do Parlamento Europeu que visitou recentemente Khan al-Ahmar, ‘a transferência forçada de pessoas sob ocupação é uma violação grave da Quarta Convenção de Genebra e é considerada um crime de guerra’”, é referido no texto.

Para além de condenar a decisão do Governo israelita, que classifica como “uma flagrante violação do direito internacional”, o voto exige “o fim da política de colonização dos territórios palestinianos ilegalmente ocupados por Israel”.

Por último, o parlamento exorta o Governo português a condenar a decisão e a “tomar as adequadas medidas diplomáticas no sentido da reversão desta decisão”.

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