O presidente da Assembleia Nacional, o opositor Henry Ramos Allup, cancelou a sessão depois da recusa de um grupo de chavistas em abandonar o recinto. Allup chegou a afirmar, após a sessão, que "havia aqui gente armada hoje, havia aqui militantes à paisana", versão que não foi confirmada por nenhuma outa fonte. Ramos Allup também lamentou que "está aqui a guarda nacional e não faz nada para preservar a segurança do recinto".

Durante a acidentada sessão, estava previsto discutir o projeto de "Lei de Ativação e Fortalecimento da Produção Nacional", apresentado pela oposição para o fomento da indústria local que, segundo afirma, foi destruída pela política económica do chavismo. Com a intervenção de Julio Borges, líder da bancada opositora, que abriu o debate, foram entoados cânticos, gritos e vaias por parte do público que apoiava o chavismo, e rebatidos pelos seguidores da oposição.

Os chavistas, que, segundo Borges, eram comandados pelo deputado do governo Francisco Torrealba, negaram-se a retirar, enquanto cantavam o Hino Nacional da Venezuela e gritavam palavras de ordem contra a "burguesia" e a oposição: "a pátria não se vende, a pátria defende-se". Após vários minutos de espera, Ramos Allup anunciou a suspensão da sessão e fez nova convocatória para terça-feira.

O projeto de lei gera forte polémica no país. Borges afirmou que a iniciativa "vai colocar mais de seis mil empresas que foram expropriadas a produzir". O presidente Nicolás Maduro acusa a oposição de querer implantar um modelo neoliberal que entregará as ricas reservas de petróleo ao capital estrangeiro. 

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