Os promotores alemães, detentores do Dinopark, um museu dos dinossauros localizado na cidade alemã de Münchenagen, referiram em comunicado que a candidatura do projeto a fundos comunitários foi aprovada, “um passo determinante para a concretização do projeto”.

Com o financiamento garantido, estimam desenvolver ainda este mês “medidas de preparação na área do parque” e apontam para 2017 a construção de um parque ao ar livre, com 250 réplicas de dinossauros em tamanho real, e de um edifício com área de exposição de achados de dinossauro com 150 milhões de anos, loja e laboratório de preparação de fósseis.

“Todo o complexo deve ser aberto ao público em 2018″, adiantaram.

À espera de 200 mil visitantes por ano, este é considerado um “projeto âncora para o desenvolvimento turístico” da região.

O Parque Jurássico da Lourinhã vai ocupar, numa primeira fase, 10 dos 30 hectares do terreno onde funcionou a antiga lixeira municipal.

Desde há 10 anos que a câmara municipal ambiciona ter um novo museu, para dar a conhecer os achados paleontológicos daquela que é considerada a ‘capital dos dinossauros’ em Portugal.

Contudo, o projeto, cujas construção e abertura ao público chegaram a ser anunciadas várias vezes, tem vindo a ser adiado por falta de financiamento.

Para ser concretizado, foi redimensionado e o investimento foi reduzido de 20 para cerca de cinco milhões de euros.

Em 2011, o município alterou o Plano Diretor Municipal para viabilizar a construção do parque no Pinhal dos Camarnais e entregou o projeto a privados, cedendo por 50 anos o terreno.

Em setembro de 2016, o município e o Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL), que gere o atual museu, estabeleceram com o promotor um protocolo, a que a Lusa teve acesso.

Ao abrigo da cooperação, as entidades locais autorizam a exposição dos achados de dinossauro no novo museu, continuando a investigação científica a ser feita por paleontólogos da associação.

Após a abertura do parque, o promotor vai atribuir ao GEAL um apoio financeiro anual para as escavações, preparação e investigação científica dos achados.

O subsídio vai ser calculado em função do número de visitantes/ano: entre 10 mil euros (até 50 mil visitantes) e os 130 mil euros (se ultrapassar os 300 mil visitantes), sendo 80 mil euros a verba a arrecadar por 150 a 200 mil visitas.

Contudo, se a verba ultrapassar um milhão de euros ao fim de dez anos, pode cessar ou ser reduzida, motivo pelo qual, na última assembleia municipal, o PSD levantou dúvidas sobre o protocolo celebrado pela maioria socialista.

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