A atleta portuguesa partilhou esta sexta-feira, 14 de setembro, na sua página de Instagram que os seus amigos foram impedidos de entrar na discoteca Lux. Patrícia Mamona lamentava que estivessem pessoas a "entrar de chinelos e sem convite" enquanto os seus "black friends bem vestidos (...) não se enquadram ao perfil da LUX". "Triste mas acontece!", acrescenta. Face à recusa, a atleta e as pessoas que a acompanhavam acabaram por ir embora.

A mensagem, que dava a entender os seus amigos foram discriminados, acabou por espoletar diversas reações — de apoio e contra as conclusões da atleta sobre aquela situação. Agora, em duas novas publicações, Patrícia Mamona recua e apazigua os ânimos pedindo que não confundam o seu desabafo com as atitudes da tenista norte-americana Serena Williams — que entrou em conflito com o português árbitro Carlos Ramos na final do US Open quando este a penalizou por receber indicações do seu treinador, algo que não é permitido. Serena acusou o árbitro de estar a ser injusto, partiu uma raquete, exigiu um pedido de desculpas e considerou ainda que estava a ser alvo de um tratamento diferenciado por ser mulher.

No texto agora partilhado, Patrícia Mamona diz que "incidentes acontecem" e que ficou "triste" pela forma como os seus colegas foram tratados na discoteca lisboeta. "Apenas queria saber porque é que lhes fizeram isso e se era possível darem-me um argumento plausível para tal a situação. Mas era um feeling. Não consegui ficar indiferente à situação e fiz o post [no Instagram a denunciar a situação]".

Assumindo que a utilização do termo black friends possa ter sido incorreta, a atleta diz que "também detesta quando as pessoas usam racial card como desculpa das coisas más que acontecem".

"Por favor não me chamem de Serena Williams, estou apenas a ser eu, e desculpem se ofendi alguém por ser eu", escreveu.

"Peço desculpa a quem gosta do Lux, acredito fielmente que seja um bom sítio e divertido, que tenham pessoas simpáticas livres de qualquer tipo de discriminação (...). Acabei apenas por exprimir o que assisti e o que estava a sentir. Há muita gente que é barrada, já percebi que sim, mas se há, gostava apenas que houvesse um bom argumento para tal! Ter um feeling (nem sei que tipo de feeling é esse) para mim não foi um bom argumento".

"Racismo ou não, não sei, espero que e tenha sido ilusão minha, discriminação provavelmente, mas já passou", diz ainda.

Patrícia Mamona salientou que tem "uma época desportiva muito difícil pela frente" e que é nisso que tem de se focar. "Foi apenas um segurança que não deixou entrar... amanhã o outro deixa!"

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