Pedro Nuno Santos e Inês de Sousa Real assumiram estas posições num debate na TVI em que, sem fechar a porta a futuros entendimentos, divergiram sobre impostos e projetos de infraestruturas, e ao qual a porta-voz do PAN levou os temas do centro de dados em Sines e da exploração de lítio investigados na Operação Infuencer.

Interrogado se conta com o PAN no caso de vencer as eleições legislativas antecipadas de 10 de março sem maioria absoluta, o secretário-geral do PS respondeu que logo se verá “qual é a melhor solução” em função “da configuração parlamentar que sair”.

“Não faz sentido estar a antecipar cenários, mas não deixa de ser curioso a ambiguidade do PAN relativamente ao centro-esquerda e ao centro-direita”, acrescentou, numa alusão ao acordo de incidência parlamentar que o PAN estabeleceu na Madeira com a coligação PSD/CDS-PP.

Inês de Sousa Real afirmou: “Somos centro progressista”. Pedro Nuno Santos retorquiu que não sabe bem “o que é que isso significa” e considerou que partidos como o CDS-PP e o PPM “estão nos antípodas do PAN”.

A porta-voz do PAN argumentou que as realidades regionais e nacional são diferentes, dando um exemplo: “Na Madeira não há touradas”. Em termos gerais, admitiu entendimentos com forças políticas que permitam “fazer avançar” as causas do PAN.

Logo de seguida, Inês de Sousa Real levantou o tema do centro de dados em Sines, alegando que vai “destruir milhares de sobreiros”. Mais à frente, contestou também a exploração de lítio e referiu que o PAN defendeu no parlamento “a suspensão destes projetos” que estão sob investigação na Operação Influencer, que motivou a demissão do primeiro-ministro.

Neste ponto, Pedro Nuno Santos sustentou que é preciso “conciliar o interesse ambiental com o interesse económico” e que “o que é fundamental é que cada projeto cumpra a lei”, mas colocou a tónica na necessidade de desenvolvimento do país, observando: “Não podemos estar sempre no pára-arranca”.

Em matéria de impostos, o secretário-geral do PS colocou o PAN ao lado dos partidos à direita que veem a descida do IRC como “solução milagrosa” para o crescimento económico. Inês de Sousa Real frisou que a proposta do PAN de reduzir este imposto até 17% “tem um teto máximo que não abrange as grandes empresas” e defendeu que esta “é uma forma de ter investimento em Portugal”.

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