Pedro Nuno Santos, apontado como um dos possíveis sucessores de António Costa no cargo de secretário-geral do PS, chegou ao Portimão Arena já depois do início dos trabalhos, que arrancaram às 11:32, e poucos minutos depois do final da intervenção de abertura do presidente do partido, Carlos César.

À chegada, o também ministro das Infraestruturas e da Habitação recusou responder às questões colocadas pelos jornalistas.

“Falo muitas vezes. Há quem diga que eu até falo demais”, comentou, quando questionado sobre a razão pela qual não vai intervir.

Na sexta-feira, fonte do partido tinha afirmado à Lusa que o dirigente socialista Pedro Nuno Santos matinha a intenção de não discursar no 23.º Congresso Nacional do PS, que decorre entre hoje e domingo.

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, conotado com a ala esquerda do PS, é apontado como um dos potenciais candidatos à sucessão de António Costa na liderança dos socialistas, juntamente com Mariana Vieira da Silva, Fernando Medina e Ana Catarina Mendes.

Logo em maio, quando a perspetiva era a de se realizar um Congresso do PS em 10 e 11 de julho, em 14 locais distintos do país e em modelo misto - presidencial e por videoconferência -, Pedro Nuno Santos referiu ao jornal “Público” que não tencionava falar no congresso.

De acordo com dirigentes socialistas próximos do atual ministro das Infraestruturas, ao contrário do que se passa agora, em que a linha política do PS parece estar “bem definida”, no Congresso Nacional de 2018, em Fátima, “havia uma posição política a marcar”.

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